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Dirigente reclama do apoio público e pede que legado da medalha de Isaquias permaneça

Por Matheus Caldas

Foto: Matheus Caldas / Bahia Notícias
As três medalhas conquistadas por Isaquias Queiroz no Rio de Janeiro, nos Jogos Olímpicos, deram uma esperança para a canoagem da região de Ubaitaba (leia mais aqui). O governador Rui Costa anunciou a criação de centros para beneficiar o esporte na cidade natal do medalhista olímpico, além de Ubatã e Itacaré (leia mais aqui).
 
Para os moradores de Ubaitaba, a construção desse centro irá coroar um trabalho que já é feito há cerca de 31 anos. Segundo o presidente da Associação Cacaueira de Canoagem de Ubaitaba (ACC), Djalma Sanches, é a oportunidade para o poder público olhar mais para o esporte. “Se você chegar em Ubaitaba e ver nossa associação, é brincadeira. É telhado quebrado, porta quebrada, sem luz, os aparelhos de malhação parecem uma sucata. Esperamos que o poder publico enxergue que o esporte é um meio de educar e preparar os jovens para um bom ser humano”, pediu, em entrevista ao Bahia Notícias.
 
O ex-canoísta não deixou de comentar sobre o desempenho de Isaquias na Olimpíada. Para o dirigente, esses Jogos premiaram os atletas com histórias de superação. “Essa Olimpíada foi a Olimpíada dos humilhados, que menos tiveram investimento. Você viu o Robson, o rapaz do salto [Thiago Braz], a Rafaela [Silva], que era da favela, o Isaquias... Depois dessa medalha, chegaram uns 30 meninos na nossa associação. O poder público dá um investimento muito pequeno. Por incrível que pareça, fazemos rifas para arrecadar fundos”, reclamou.
 
Mesmo com todos os problemas, Djalma relembrou toda a história construída pela canoagem de Ubaitaba, e se considera um felizardo por ter vivido esse momento. “Essa legado das três medalhas que o Isaquias conseguiu, pra nós, foi um momento de glória. Valeram a pena esses 30 anos. Fomos em 1989 em cima de um caminhão para Porto Seguro; depois, cinco homens num Chevette foram para São Paulo buscar um técnico. Tinha horas que só tínhamos o apoio da fé em Deus e da família. Com fé e humildade se consegue algo”, finalizou.

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