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Notícia

Mães de árbitros não ligam para ofensas da torcida: ‘é natural’

Por Alexandre Galvão

Raquel, Paulo de Tarso e Carlos Eduardo Bregalda | Foto: Arquivo Pessoal
Alvos preferenciais de torcedores furiosos, as mães dos árbitros de futebol não se importam muito com os palavrões. Esta, pelo menos, é a opinião de duas mães ouvidas pelo Bahia Notícias. Aos 60 anos, Raquel Bregalda diz se orgulhar muitos dos filhos Paulo de Tarso Bregalda e Carlos Eduardo Bregalda, ambos bandeirinhas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).  “A escolha deles, para mim, foi natural. É uma profissão muito bonita”, classificou, em entrevista ao Bahia Notícias. Ainda segundo Raquel, a admiração pela profissão dos filhos é tanta que ela não consegue ter um time do coração. “Hoje eu não consigo torcer para time nenhum. Torço para arbitragem, fico vendo se não tem erro, torço para todos os árbitros, para que eles tenham sucesso”, contou. Segundo Raquel, ela orienta os filhos a não ligarem para os palavrões dirigidos a ela.


Rosângela e o filho Diego Pombo | Foto: Arquivo Pessoal

“Eu fico tranquila, pois já falei para os dois que eles têm duas mães, a biológica e a do campo. Eu não me importo, sei que quando a turma xinga, ninguém sabe quem sou eu. Tá xingando na emoção. Eu sempre falei para não levar pro particular. Deixa xingar, não me incomoda”, garante. Mãe do juiz Diego Pombo, a administradora Rosângela Pombo, de 53 anos, diz gostar de futebol e encarar com “naturalidade” as hostilidades contra as mães dos juízes. “Sempre que posso vou aos estádios, vou protegida pelo anonimato, né? Eu acho que [os palavrões] é uma forma que a torcida tem de protestar. A mãe é o alvo principal da torcida. Vejo com muita naturalidade”, garantiu. Rosângela, assim como Raquel, elogia e filho e não poupa elogios. “Acho bem legal a profissão. Tem uma pressão danada, mas ele tem bastante equilíbrio, é centrado. Gosto de ver ele trabalhando”, afirmou.

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