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Notícia

Possibilidade de profissionais no Boxe Olímpico divide opiniões de atletas e treinadores

Por Edimário Duplat

Foto: Divulgação/CBB
Um dos esportes mais tradicionais do circuito olímpico mundial, o boxe pode passar por uma importante mudança na atual temporada. Com a provável decisão da Associação Internacional de Boxe (Aiba) em permitir a participação de boxeadores profissionais nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016, o cenário da modalidade vem se dividindo em relação de integrar as duas categorias em um mesmo torneio internacional.

“Acho que vai ser difícil para os profissionais, por que vão ter pouco tempo para se adaptar ao estilo do Boxe Olímpico, que exige muito mais velocidade, por que só são três rounds e acho muito difícil os empresários e promotores liberarem os seus atletas profissionais”, afirmou o treinador Luiz Dórea em entrevista ao Bahia Notícias. Conhecido por levar aos ringues atletas como Acelino “Popó” Freitas e o lutador de MMA, Júnior Cigano, Dórea é uma das referências do boxe nacional e tem três atletas baianos já garantidos para representar o Brasil no Rio-2016. “Já temos 03 atletas da Academia Champion/Luiz Dórea classificados para as Olimpíadas Rio 2016, o Robson Conceição (60 kg), Robenilson de Jesus (56 Kg) e Adriana Araujo (60 kg). Temos grandes chances de medalhas com os nossos atletas, acredito que vamos conseguir muitas medalhas Olímpicas!”, celebrou.


Adriana Araújo também está garantida no Rio-2016

Mesmo com interesse de atletas profissionais brasileiros, é quase impossível que o país utilize destes competidores para a disputa de medalhas. Com a escolha da Confederação Brasileira de Boxe (CBBoxe) em indicar Joedison “Chocolate” e Michel Borges, é quase impossível que Everton Lopes e Yamaguchi Falcão, já profissionalizados, sejam colocados em uma futura lista. Já Esquiva Falcão segue com chances de ser selecionado por conta da eliminação do baiano Pedro Lima.

"É o meu sonho, é o sonho de qualquer atleta. Fiquei com gostinho de ouro em 2012. Seria muito legal, sei que tenho 100% de chance de conquista-lo", afirmou o atleta em entrevista concedida ao Uol Esporte antes de enfrentar o norte-americano Joe McCredy, vencida no último fim de semana. "Tenho uma equipe profissional (a Top Rank), que cuida da minha imagem, das minhas lutas. Primeiro vem a palavra deles. Eles concordando, estou à disposição. Meu agente está chegando a Las Vegas e verá se é bom para mim ou não. Estou prestes a disputar um título mundial. Dependerá se vale a pena. Eu acho que vale".


Luiz Dórea acredita na medalha do Brasil
Foto: Divulgação


Mesmo com empolgação, Esquiva tem outro grande entrave para sua participação. Em recente pronunciamento, o Conselho Mundial de Boxe promete expulsar todo atleta filiado e que seja campeão mundial ou membro do top 15. “Não é possível imaginar e até mesmo aceitar que boxeadores muito menos experientes lutem contra profissionais que já tem desenvolvimento físico e técnicas muito mais avançadas e que eles enfrentem jovens que estão começando esse processo. O boxe não é um jogo. Não existem gols ou cestas. É um esporte de contato com risco e que deve ser tratado de forma séria. A saúde do corpo deve ser levada em conta sempre, pelo bem e pela segurança de todos os boxeadores”, afirma o comunicado.

Independente ou não do uso de profissionais nas disputas, treinadores e dirigentes acreditam que o Brasil é amplo favorável a levar medalhas nos Jogos Olímpicos. “O boxe brasileiro vai crescer muito, temos atletas experientes como os nossos baianos Robson Conceição (Vice Campeão Mundial de Boxe Olímpico), Robenilson de Jesus (Campeão Mundial Militar), Adriana Araújo (Bronze nos Jogos Olímpicos de Londres) e atletas mais novos. Nas Olimpíadas do Rio 2016 vamos ter novos ídolos no boxe brasileiro e acredito muito que os nossos atletas baianos vão ser medalhistas. Acreditem”, finalizou Dórea. 

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