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Notícia

Alvo da Lava Jato, vice do Corinthians é acusado de fazer doação ilegal a ex-presidente

Andrés Sanchez e André 'Negão' | Foto: Reprodução / Facebook
Investigado na Operação Lava Jato, o atual vice-presidente do Corinthians, André Luiz de Oliveira, mais conhecido como André ‘Negão’, fez doações consideradas ilegais a Andrés Sanchez, ex-presidente do clube paulista, segundo o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). 

‘Negão’ teria repassado esses valores para a campanha de Andrés, em 2014, quando se candidatou a deputado federal pelo PT-SP.
Os dois são velhos conhecidos. Quando Sanchez comandava o Corinthians, Oliveira fez parte da diretoria durante o mandato do ex-dirigente corintiano. Atualmente, o vice do ‘Timão’ também é funcionário de gabinete de Andrés, onde ganha R$ 12.940 brutos por mês. No time de futebol, ele não é remunerado.

Por meio de sua empresa – a André Luiz Participações -, Oliveira fez uma doação de R$ 12.160 à campanha de Andrés. Além desse repasse, ele doou mais R$ 300 como pessoa física. Essa colaboração levou o Ministério Público Eleitoral a denunciar a companhia em maio de 2015. A Justiça determinou a quebra do sigilo fiscal da empresa e observou que em 2013 a ‘André Luiz Participações’ não teve rendimentos, o que a impossibilitaria de realizar qualquer tipo de doação. 

A defesa da empresa do cartola afirmou não ter feito doações em dinheiro, mas alguns empréstimos de veículos, como uma Toyota Hilux e dez bicicletas. Com isso, o valor do empréstimo seria avaliado no valor da doação. Tal argumento foi rejeitado pelo juiz eleitoral Sérgio da Costa Leite. ‘Negão’ recorreu da decisão na época, que também proíbe sua empresa de participar de licitações e de celebrar contratos com o poder público pelo período de cinco anos. 

As investigações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) dão apontam que, na Operação Lava Jato, Oliveira teria recebido cerca de R$ 500 mil em propinas da Odebrecht  para a construção da Arena Corinthians, o que foi negado pelo dirigente. Na última terça-feira (22), ele foi preso por porte ilegal de arma, mas foi solto ao ter pago a fiança de R$ 5 mil.

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