Em biografia, Galvão Bueno diz que 'cala a boca' foi como um míssil nuclear
Por Ulisses Gama
Entre as 312 páginas do livro "Fala, Galvão", Galvão Bueno, grande ícone da narração esportiva, fala sobre um momento que não foi muito bom para a sua carreira. Em 2010, durante a Copa do Mundo da África do Sul, o narrador sofreu com a campanha "Cala a boca, Galvão".
Na biografia, Galvão fala que a repercussão foi assustadores e comparou o caso a um míssil nuclear, mas que conseguiu superar o caso.
“O ‘Cala a boca, Galvão!’ foi uma das coisas mais incríveis que me aconteceram nesses anos todos de estrada. Foi como se um míssil nuclear tivesse caído na minha cabeça”, diz.
Segundo o narrador, a saída para superar o caso era se juntar a campanha e levar na esportiva e brincar ao vivo com o assunto.
“Levei a brincadeira adiante e disse para Tiago Leifert: “Ayrton Senna deve estar rolando de rir em algum lugar, porque ele só me chamava de papagaio”. “Cala a boca, Galvão!”, dizia o Tiago. “Quer saber de uma coisa? Eu não vou calar a boca, nada, eu vou é falar.” Aí virou um grande barato, uma grande curtição. Um troço que poderia prejudicar meu trabalho naquela Copa acabou me fazendo muito mais bem do que mal, e acho que foi por causa da forma como nós abordamos a coisa toda. Todo mundo queria saber que papagaio era esse, quem era esse tal de Galvão e por que ele tinha que calar a boca. Na manhã seguinte, acordei dizendo: “Vou falar à beça nessa Copa do Mundo”. E falei. Foi um míssil que explodiu, mas eu saí ileso”.
O lançamento do livro irá acontecer nesta quarta-feira (8), às 19h, na Livraria Cultura do Salvador Shopping.
