Firma israelense é contratada para monitorar esquema de segurança nas Olimpíadas
Por Edimário Duplat
A empresa ISDS (sigla em inglês para Segurança Internacional e Sistemas de Defesa) foi contratada pelo Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro 2016 para organizar o esquema de proteção do evento esportivo.
Mesmo já atuando nas edições de Londres 2012, Atenas 2004 e Barcelona 1992, a contratação da ISDS é motivo de polêmica pela acusação de formação e aparelhagem de grupos militares e paramilitares em países da América Central nos últimos 35 anos, como a montagem de “esquadrões da morte” para depor o governo de Honduras em 1984 e apoio as Forças Armadas da Guatemala em 1985. Além disso, uma empresa ligada a firma foi acusada de fornecer armas que foram utilizadas para atacar a Embaixada Brasileira em Tegucigalpa na ocasião do golpe que depôs o presidente Manuel Zelaya.
A empresa será responsável pela elaboração de políticas de segurança e de conteúdo de treinamento para agentes de segurança privada nas instalações olímpicas. A atuação será durante todo o segundo semestre de 2016, embora os eventos sejam em agosto e setembro. Segundo informações da revista Israel Defense, o orçamento de segurança estaria no valor de 2,2 bilhões de dólares.
Grupos Pró-Palestina, centrais sindicais e movimentos sociais pretendem enviar manifesto ao Comitê Organizador pela parceria firmada com a empresa de segurança.
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Mesmo já atuando nas edições de Londres 2012, Atenas 2004 e Barcelona 1992, a contratação da ISDS é motivo de polêmica pela acusação de formação e aparelhagem de grupos militares e paramilitares em países da América Central nos últimos 35 anos, como a montagem de “esquadrões da morte” para depor o governo de Honduras em 1984 e apoio as Forças Armadas da Guatemala em 1985. Além disso, uma empresa ligada a firma foi acusada de fornecer armas que foram utilizadas para atacar a Embaixada Brasileira em Tegucigalpa na ocasião do golpe que depôs o presidente Manuel Zelaya.
A empresa será responsável pela elaboração de políticas de segurança e de conteúdo de treinamento para agentes de segurança privada nas instalações olímpicas. A atuação será durante todo o segundo semestre de 2016, embora os eventos sejam em agosto e setembro. Segundo informações da revista Israel Defense, o orçamento de segurança estaria no valor de 2,2 bilhões de dólares.
Grupos Pró-Palestina, centrais sindicais e movimentos sociais pretendem enviar manifesto ao Comitê Organizador pela parceria firmada com a empresa de segurança.
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