Campeãs mundiais, Seleção feminina de Futsal foi desprezada por entidade antes do torneio
Por Edimário Duplat
Pentacampeã mundial após conseguir uma virada nos minutos finais contra a seleção portuguesa na última semana, a Seleção Brasileira de Futsal Feminino quase não conseguiu participar do Mundial da modalidade. Entretanto, segundo as atletas participantes da competição, um movimento iniciado pelas próprias jogadoras foi fundamental para que a equipe conseguisse participar do torneio sediado na Costa Rica.
"Soube pela televisão, até então não havia nenhum parecer definitivo. Fiz um desabafo pelas redes sociais e isso foi ganhando espaço. Abrimos uma conta bancária, e pessoas foram ajudando. Talvez por esse espaço que ganhamos, fui chamada pela Confederação para uma reunião em São Paulo. Porém, deixaram ainda mais claro que não ajudariam com nada. Deixei o local revoltada e aí recebi a ligação do banco (Itaú), que se sensibilizou com a nossa causa," relatou a jogadora Vanessa Pereira em entrevista ao site ESPN.com.br.
Além do apoio proporcionado pelo banco, que custeou cerca de R$ 180 mil em passagens, período de treinos e despesas extras, atletas da seleção masculina de Futsal também levantaram fundos para ajudar suas companheiras. Recusando uma premiação de R$ 10 mil a que tinham direito, os meninos doaram o valor para a equipe feminina, que também tiveram os uniformes fornecidos pela Joma, empresa de material esportivo. "É uma vergonha que uma seleção pentacampeã tenha que mendigar ajuda para jogar um campeonato mundial Não existe organização nem o menor respeito da Confederação com a modalidade. Se eu trabalhasse na confederação, me sentiria envergonhada. Por outro lado, tenho enorme orgulho desse nosso grupo, que lutou desde o começo para conseguir viajar. Sabemos que se não fossemos dessa vez a modalidade iria morrer" reiterou Vanessa.
Investigada por um caso de desvio de dinheiro através de uma empresa fantasma, a Confederação Brasileira de Futebol (CBFS) sofreu uma reforma administrativa após o boicote de atletas da modalidade, como o ala Falcão, que forçaram a renúncia do ex-presidente Aécio de Borba Vasconcelos.
"Soube pela televisão, até então não havia nenhum parecer definitivo. Fiz um desabafo pelas redes sociais e isso foi ganhando espaço. Abrimos uma conta bancária, e pessoas foram ajudando. Talvez por esse espaço que ganhamos, fui chamada pela Confederação para uma reunião em São Paulo. Porém, deixaram ainda mais claro que não ajudariam com nada. Deixei o local revoltada e aí recebi a ligação do banco (Itaú), que se sensibilizou com a nossa causa," relatou a jogadora Vanessa Pereira em entrevista ao site ESPN.com.br.
Além do apoio proporcionado pelo banco, que custeou cerca de R$ 180 mil em passagens, período de treinos e despesas extras, atletas da seleção masculina de Futsal também levantaram fundos para ajudar suas companheiras. Recusando uma premiação de R$ 10 mil a que tinham direito, os meninos doaram o valor para a equipe feminina, que também tiveram os uniformes fornecidos pela Joma, empresa de material esportivo. "É uma vergonha que uma seleção pentacampeã tenha que mendigar ajuda para jogar um campeonato mundial Não existe organização nem o menor respeito da Confederação com a modalidade. Se eu trabalhasse na confederação, me sentiria envergonhada. Por outro lado, tenho enorme orgulho desse nosso grupo, que lutou desde o começo para conseguir viajar. Sabemos que se não fossemos dessa vez a modalidade iria morrer" reiterou Vanessa.
Investigada por um caso de desvio de dinheiro através de uma empresa fantasma, a Confederação Brasileira de Futebol (CBFS) sofreu uma reforma administrativa após o boicote de atletas da modalidade, como o ala Falcão, que forçaram a renúncia do ex-presidente Aécio de Borba Vasconcelos.
