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Notícia

CGU detecta irregularidades em contratos na CBV na ordem de R$ 30 milhões

Um relatório de auditoria especial realizada pela Controladoria-Geral da União (CGU) na Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) aponta irregularidades em contratos que, juntos, somam R$ 30 milhões em pagamentos feitos entre 2010 e 2013. Os auditores da CGU detectaram 13 contratos com irregularidades. As empresas contratadas são de propriedade de dirigentes e ex-dirigentes da Confederação ou de pessoas ligadas a eles por laços familiares. A averiguação das contas e procedimentos adotados pela entidade teve início após denúncias de falta de transparência nas contratações de colaboradores e serviços pela diretoria da CBV.
 
O repasse do Bônus de Performance oferecido pelo Banco do Brasil não estava sendo paga aos atletas e à comissão técnica. Além disso, houve um aumento de despesas administrativas e operacionais entre 2010 e 2013 em percentuais muito maiores que os índices inflacionários do período. Os pagamentos com despesas administrativas iam para empresas como a LG Vídeo Filme Produções Ltda, que recebeu R$ 1,1 milhão somente em 2013, e a Acquatic Confecção de Artigos do Vestuário Ltda, para a qual a Confederação pagou mais de R$ 1,6 milhão. Há indícios de que as duas empresas talvez nem existam. Seus proprietários são genros do ex-presidente da Confederação, Ary Graça. A CBV também pagou mais de R$ 6,6 milhões à SMP Logística & Serviços Ltda e à SMP Sports Marketing, entre 2010 e 2012. Sem sede física, as empresas têm um ex-diretor da CBV como um de seus sócios, Marcos Antônio Pina Barbosa.
 
A auditoria da CGU comprovou o envolvimento de um ex-superintendente da Confederação, Fábio Azevedo, em contratações ilegais. Ele é sócio das empresas S4G Gestão de Negócios, S4G Planejamento e Marketing e S4G Gestão de Eventos. Juntas, as três empresas receberam R$ 14 milhões da CBV. Nenhuma das três empresas do grupo S4G tem estrutura física. Há ex-funcionários da Confederação em seus quadros e recebimento de pagamentos da CBV sem previsão contratual e sem comprovação da execução dos serviços.
 
De acordo com o relatório produzido pela CGU, a CBV deve adotar medidas para sanear as irregularidades encontradas na auditoria com vistas a manter o seu patrocínio com o Banco do Brasil e reduzir o risco de imagem de ambos. A principal providência é adotar as medidas administrativas e legais cabíveis para o ressarcimento dos gastos com serviços sem comprovação de execução, bem como a apuração da existência de outros serviços pagos e não executados para também providenciar a devolução desses recursos. Com relação ao Banco do Brasil, a conclusão da CGU foi de que não há responsabilidades identificadas, havendo, no entanto, necessidade de mitigação dos riscos assumidos pelo Banco do Brasil neste tipo de patrocínio.

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