Após denunciar corrupção na candidatura do Catar, FBI oferece proteção à testemunha
Por Edimário Duplat
Chefe de mídia internacional da campanha do Catar para sediar a Copa do Mundo, Phaedra Al-Majid é a principal testemunha sobre a corrupção ocorrida no processo de escolha da sede do mundial de futebol de 2022. E após receber ameaças, a funcionária da Fifa confessou que foi sondada pelo FBI para entrar no serviço de proteção às testemunhas.
“Eu estava em casa assistindo à televisão e de repente estavam três agentes do FBI na minha porta dizendo que queriam falar comigo. Eu os deixei entrar e eles disseram: ‘Estamos aqui porque nós sabemos que você recebeu ameaças e sabemos que a sua segurança e de suas crianças foi prejudicada, então estamos aqui para saber o que podemos fazer para ajudá-la’. Foi assustador. Eu abri a porta e vi os três homens com as insígnias, e me fizeram várias perguntas sobre o Catar, o que eu observei, o que testemunhei” afirmou Al-Majid em entrevista ao canal de noticias Sky.
Uma das poucas testemunhas conhecidas, Phaedra também falou sobre as acusações que fez em 2011 e que acabaram sendo retiradas por ela mesma na ocasião. “Eu não tinha mais representação legal. Quando os catarianos me abordaram, estava sozinha. Sou uma mãe solteira, com dois filhos, um deles muito autista e precisando de atenção especial. Se eu me arrependo? Custou muito pessoalmente, emocionalmente. Sei que vou olhar por trás do ombro minha vida inteira. Custou minha credibilidade e, mais importante, a minha segurança e de minhas crianças. Acho que foi muito ingênua. Não estava preparada para a reação. Não estava preparada para o jeito como delatores são tratados. Somos os vilões. No entanto, eu vi alguma coisa e acredito que devo dizer o que vi” reiterou.
Em resposta, o governo do Catar garantiu que as alegações de Al-Majid foram investigadas e descartadas por apresentarem várias inconsistências nas evidências apresentadas por ela.
“Eu estava em casa assistindo à televisão e de repente estavam três agentes do FBI na minha porta dizendo que queriam falar comigo. Eu os deixei entrar e eles disseram: ‘Estamos aqui porque nós sabemos que você recebeu ameaças e sabemos que a sua segurança e de suas crianças foi prejudicada, então estamos aqui para saber o que podemos fazer para ajudá-la’. Foi assustador. Eu abri a porta e vi os três homens com as insígnias, e me fizeram várias perguntas sobre o Catar, o que eu observei, o que testemunhei” afirmou Al-Majid em entrevista ao canal de noticias Sky.
Uma das poucas testemunhas conhecidas, Phaedra também falou sobre as acusações que fez em 2011 e que acabaram sendo retiradas por ela mesma na ocasião. “Eu não tinha mais representação legal. Quando os catarianos me abordaram, estava sozinha. Sou uma mãe solteira, com dois filhos, um deles muito autista e precisando de atenção especial. Se eu me arrependo? Custou muito pessoalmente, emocionalmente. Sei que vou olhar por trás do ombro minha vida inteira. Custou minha credibilidade e, mais importante, a minha segurança e de minhas crianças. Acho que foi muito ingênua. Não estava preparada para a reação. Não estava preparada para o jeito como delatores são tratados. Somos os vilões. No entanto, eu vi alguma coisa e acredito que devo dizer o que vi” reiterou.
Em resposta, o governo do Catar garantiu que as alegações de Al-Majid foram investigadas e descartadas por apresentarem várias inconsistências nas evidências apresentadas por ela.
