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Movimento Bom Senso apoia atitude de atletas do Barueri, mas teme represálias

Por Edimário Duplat

Foto: Reprodução
Um dia após a decisão dos atletas do Grêmio Barueri de não entrarem em campo devido ao atraso de salários, em partida da Série D 2014, um dos líderes do Bom Senso e atleta do Operário de Várzea Grande, o jogador Ruy Cabeção, se manifestou oficialmente sobre o ato e espera que a atitude seja o reflexo de uma mudança no modo de se enxergar o futebol no Brasil.

"A atitude dos jogadores do Barueri tem que entrar para a história e ser muito valorizada. Eu me sinto junto com eles. As contas chegam e você não tem como pagar. É constrangedor. Gostaria de parabenizá-los e espero que seja um marco para o futebol brasileiro", afirmou o atleta em entrevista ao portal UOL Esporte.

Para Ruy, o ato serve para combater a impunidade a qual os dirigentes de futebol estariam acostumados, chegando até a ameaçar jogadores das equipes em caso de paralisação. “Os clubes estão viciados na impunidade. O atleta fica de mãos atadas. Infelizmente, muitos acham que os jogadores de futebol são milionários, mas eles são apenas uma minoria. Hoje, tudo parece normal, os torcedores acham que nada acontece de errado.Só que eu já sofria com salários atrasados desde 1998. Há dirigentes que ameaçam os atletas se algo vazar para a imprensa. Felizmente, nosso povo está mudando” reiterou.

Segundo o Artigo 32 da Lei Pelé, o jogador "pode recusar-se a competir por entidade de prática desportiva quando seus salários, no todo ou em parte, estiverem atrasados em mais de dois meses".

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