Espectador da final de 1950, Evaristo de Macedo afirma que goleada de 7 a 1 é mais dolorosa
Por Edimário Duplat
Dentre os muitos brasileiros que acompanharam a humilhante goleada sofrida pelo Brasil na semifinal da Copa do Mundo 2014 diante da Alemanha, o ex-jogador e ex-treinador Evaristo de Macedo viu se repetir mais uma derrota brasileira em um Mundial sediado em seu país. Entretanto, para o ex-atleta com passagens por Real Madrid e Barcelona a vergonhosa partida da última quarta-feira (8) é muito mais decepcionante que o famoso Maracanazo ocorrido na final de 1950.
Em uma postagem no Facebook, Evaristo relembrou a final da primeira copa sediada no Brasil e constatou que diferente da fatalidade contra o Uruguai, a derrota para os germânicos foi uma constatação do atual futebol brasileiro. "Em 1950, estava no Maracanã e, adolescente, jogador do Madureira, sonhador, sofri muito com a derrota do Brasil para o Uruguai. Meus ídolos estavam em campo, mas continuaram sendo meus ídolos. A derrota foi uma fatalidade. Apenas um gol! Com meu pai e tios voltamos a pé, em silêncio, do Maracanã à rua Rosa e Silva no Grajaú. Ontem, já velho, estava em casa, e confesso que a derrota do Brasil doeu muito mais do que em 50. Não houve raiva, houve tristeza. Diferentemente de 50, a derrota de ontem não foi uma fatalidade, foi apenas a constatação da realidade. Acho que de forma exagerada. Mas a derrota era anunciada pelo retrospecto do time nos jogos anteriores” confessou.
Ao final, Evaristo reiterou sua decepção e afirmou que espera que em uma próxima copa no Brasil, a seleção canarinho faça a alegria do povo brasileiro. "Uma pena. Não tenho tempo de ver outra Copa realizada aqui no Brasil mas torço para que, em havendo, talvez meus filhos, meus netos e o povo brasileiro possam, enfim, comemorar a conquista de um campeonato mundial em casa e por merecimento. Isso eu não consegui!", finalizou.
Ídolo de equipes como Barcelona, Real Madrid, Flamengo e Bahia (onde conquistou o Campeonato Brasileiro de 1988 como treinador), Evaristo de Macedo atuou pela seleção brasileira entre 1955 a 1957, marcando 8 gols em 14 jogos disputados.
Em uma postagem no Facebook, Evaristo relembrou a final da primeira copa sediada no Brasil e constatou que diferente da fatalidade contra o Uruguai, a derrota para os germânicos foi uma constatação do atual futebol brasileiro. "Em 1950, estava no Maracanã e, adolescente, jogador do Madureira, sonhador, sofri muito com a derrota do Brasil para o Uruguai. Meus ídolos estavam em campo, mas continuaram sendo meus ídolos. A derrota foi uma fatalidade. Apenas um gol! Com meu pai e tios voltamos a pé, em silêncio, do Maracanã à rua Rosa e Silva no Grajaú. Ontem, já velho, estava em casa, e confesso que a derrota do Brasil doeu muito mais do que em 50. Não houve raiva, houve tristeza. Diferentemente de 50, a derrota de ontem não foi uma fatalidade, foi apenas a constatação da realidade. Acho que de forma exagerada. Mas a derrota era anunciada pelo retrospecto do time nos jogos anteriores” confessou.
Ao final, Evaristo reiterou sua decepção e afirmou que espera que em uma próxima copa no Brasil, a seleção canarinho faça a alegria do povo brasileiro. "Uma pena. Não tenho tempo de ver outra Copa realizada aqui no Brasil mas torço para que, em havendo, talvez meus filhos, meus netos e o povo brasileiro possam, enfim, comemorar a conquista de um campeonato mundial em casa e por merecimento. Isso eu não consegui!", finalizou.
Ídolo de equipes como Barcelona, Real Madrid, Flamengo e Bahia (onde conquistou o Campeonato Brasileiro de 1988 como treinador), Evaristo de Macedo atuou pela seleção brasileira entre 1955 a 1957, marcando 8 gols em 14 jogos disputados.
