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Um dos líderes do Bom Senso, Ceni não descarta greve: 'Se precisar parar, deverá ser feito'

Foto: Rafael Antoniutti / TXT Assessoria
Durante a apresentação da proposta do novo calendário do futebol brasileiro elaborada pelo Bom Senso F.C, nesta segunda-feira (17), Rogério Ceni foi duro nas críticas e cobranças. Ao lado de Alex, do Coritiba, Juan, do Inter, e Rafael Silva, do Nacional-MG, o goleiro do São Paulo pediu ingressos mais baratos e não descartou uma greve dos jogadores. “Infelizmente, se precisar parar, deverá ser feito”, disse.

Além disso, o arqueiro exigiu mudanças e não poupou críticas aos dirigentes e políticos ligados ao futebol. “O ingresso tem de ser barato, e o governo precisa estar comprometido, porque o futebol emprega em torno de 15 mil atletas, que levam entretenimento a quem está em frente à televisão. Tem de reconhecer o valor de quem investe no futebol e respeitar as datas daqueles que pagam por isso. O ingresso tem de custar barato, porque a receita do clube é muito pequena vinda dos ingressos. Precisamos aprender que o futebol é um esporte popular, de massa. Tem de haver comprometimento dos dirigentes”, pediu.

Ceni ainda destacou que o Bom Senso não tem a menor pretensão de organizar o futebol brasileiro, mas considera que os times deveriam ter mais força diante da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

“Não entendo porque tudo tem de passar pela CBF. Por que os dirigentes não se reúnem e formatam um campeonato? Mais de 85% dos jogadores não ganham dois salários mínimos. Não podemos jogar 16 semanas seguidas às quartas e aos domingos e querer que dê público em todos. Não estamos pedindo nada que não seja pessoas de bem querendo o melhor para o futebol brasileiro”, completou. 

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