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São Francisco do Conde busca punição para preconceito em partida da Copa do Brasil

Foto: Carlos Santana / FBF
O São Francisco do Conde, juntamente com a prefeitura de São Francisco, informou nesta segunda-feira (10) que procurou a Federação Baiana de Futebol (FBF), para que, junto com o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), medidas sejam tomadas contra a equipe do Ferroviária, de São Paulo, devido aos atos de preconceito da torcida em partida válida pela Copa do Brasil.

No última dia 4, as jogadoras do clube baiano, de acordo com o técnico da equipe, Mário Augusto, foram hostilizadas pelos torcedores do time adversário.

“É inadmissível que atos de preconceito aconteçam no nosso país que é extremamente miscigenado, onde não temos brancos. Fomos agredidos verbalmente e fisicamente, tive três jogadoras atingidas com cuspe: Norma, Claudinha e Camila e outra que foi chamada de macaca (Patrícia). Eu fui atingido na testa por uma bateria de celular. Tudo isso é muito desrespeitoso, eles não estavam protestando contra a produção do nosso time em campo e sim contra o fato de sermos nordestinos, negros. Nossa equipe está muito abalada com tudo isso, mas não vamos deixar impune, denunciei em todos os lugares e agora a Federação está em busca de uma punição ao time, para quem sabe até proibir jogos na cidade. Lá o histórico de preconceito é antigo, não é a primeira vez que acontece isso em uma partida de futebol. Na universidade eles não querem que entrem negros, o preconceito é enraizado”, enfatiza o técnico do São Francisco Esporte Clube, Mário Augusto.

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