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São Francisco do Conde denuncia preconceito em partida da Copa do Brasil

Foto: Carlos Santana / FBF
O São Francisco do Conde disputou com o Ferroviário, de São Paulo, na última terça-feira (4) a partida de volta da Copa do Brasil de futebol feminino. O time baiano acabou eliminado da competição, mas a lamentação maior do elenco após o jogo não foi pela derrota, e sim pelos atos de preconceito presenciados na Arena da Fonte, em Araraquara, interior de São Paulo. Em contato com o blog do jornalista Marcelo Sant’Ana, o técnico e coordenador da equipe, Mário Augusto, relatou que as jogadores e a comissão técnico sofreu preconceito de torcedores presentes no estádio.

Em texto enviado ao jornalista, Mário afirmou que desde que o time entrou em campo, os insultos existiram. “Nos chamavam de 'nordestinos', 'pobres miseráveis', 'porcos' e que 'o Nordeste tinha que sumir do mapa [...]nos chamavam de parte suja do país e o pior diziam que: ‘Todo nordestino tinha que ser exterminado do Brasil’. Isso era dito desde do inicio da partida até o fim.”, relatou.

Ainda segundo o depoimento do técnico, árbitra da partida foi comunicada sobre as ofensas, mas afirmou que não teria o que fazer se não houvesse agressão física, apenas pedir ajuda de policiais. Mário Augusto conta que, mesmo com policiais próximos, as ofensas não diminuíram e, no final da partida, objetos foram arremessados na direção das jogadoras.  

“Automaticamente, me dirigi ao policiamento para mostrar a agressão. Só me pediram que nosso grupo se dirigisse ao vestuário o mais rápido possível, porque eles eram poucos e nada iriam poder fazer, então ficaram na entrada do túnel e não adiantou de nada, pois jogaram até sapato, laranja e garrafa de água”, descreveu.

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