CBF critica promotor do MP de São Paulo: 'Argumento é infantil'
Após o Ministério Público de São Paulo instaurar um inquérito contra o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em relação ao julgamento do meia Héverton, da Portuguesa, o diretor jurídico da entidade que comanda o futebol no Brasil, Carlos Eugênio Lopes, fez duras críticas ao promotor do órgão.
De acordo com Lopes, o promotor já se comprometeu por estar defendendo um dos lados antes de receber as explicações dos réus - CBF e STJD - e não agindo com isenção. “Lamento o comportamento dele. Antes de ouvir todos os lados, já pré-julgou o caso. Convocou coletiva e fez ameaças. É para aparecer. Não é a primeira vez. Ele ainda é da promotoria do consumidor. Não existe a menor relação de consumo no caso”, comentou o diretor jurídico em entrevista ao LANCE!Net.
Eugênio Lopes ainda criticou o argumento usado pelo promotor e outros advogados de que o STJD e a CBF desrespeitaram o artigo 35 do Estatuto do Torcedor, que prevê publicidade das decisões da Justiça Desportiva, ao publicarem só na segunda-feira no site da entidade o resultado do julgamento que suspendeu o meia Héverton.
“É um argumento infantil. Quem interpreta assim não sabe diferenciar os termos. Não sabe o que quer dizer publicidade. O artigo 133 do CBJD e o Estatuto do Torcedor coexistem. Um dispositivo não anula o outro - completou o dirigente, citando o trecho do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, dizendo que a decisão, em caso de condenação, começa a vigorar no dia seguinte ao julgamento, sem necessidade de publicação”, completou.
