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Em depoimento, Messi nega participação na organização de amistosos

Foto: Getty Images
A suspeita sobre a ligação de Jorge Messi, pai de Lionel Messi, com o narcotráfico continua em destaque na imprensa espanhola. Nesta quarta-feira (18), o jornal El País publicou que Messi, Daniel Alves, Pinto e Mascherano foram interrogados no último dia 29 por agentes da Unidade Central Operacional.
 
Segundo a publicação, o craque do Barcelona teria dito em seu depoimento que a organização das excursões envolvendo os "Amigos de Messi" no ano passado é de total responsabilidade da empresa Player Imagen, e que desconhece quem foi o responsável por organizar o amistoso em Bogotá, capital colombiana, que teria desencadeado a investigação.
 
No depoimento, Messi também teria afirmado que seu pai era o intermediário entre a Fundação Leo Messi (mantida pelo jogador) e Guillermo Marín, gestor da Player Imagen. O camisa 10 do Barça garantiu que não recebe nenhuma quantia para disputar os jogos beneficentes - com exceção à partida realizada em Bogotá, quando recebeu uma doação para sua fundação.
 
Os amistosos beneficentes realizados por Lionel Messi, além de shows musicais de artistas sul-americanos, seriam alguns meios utilizados para lavar "milhões de euros" do narcotráfico. Os familiares do jogador afirmaram ao jornal Mundo Deportivo que uma pessoa envolvida na organização dos jogos estaria sendo investigada na Colômbia, o que, de acordo com assessores de Jorge Messi, não implicaria qualquer responsabilidade ao pai do camisa 10.
 
No entanto, na última segunda-feira (16), a própria Unidade Central de Operações da Guarda Civil da Espanha (UCO) havia descartado o envolvimento do pai de Messi no esquema ilegal. 

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