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Notícia

Após acidente, obras da Arena Corinthians param por 3 dias de luto

Por Portal Terra

Foto: Bruno Santos / Terra
Andrés Sanchez, responsável pelas obras na Arena Corinthians, se negou a falar abertamente sobre prazos e compromissos com a Fifa na tarde desta quarta-feira (27), ao comentar o acidente que vitimou dois operários nas obras do estádio que vai receber a abertura da Copa do Mundo de 2014. "Quem que quer saber de Fifa agora?", perguntou, irritado. O clube decretou luto oficial de sete dias, e as obras vão ficar paralisadas por pelo menos três em memória dos mortos.
 
"Qualquer acidente com vítima é muito grave. A gente lamenta, estamos muito abatidos. A gente sempre lutou não por prazo ou qualidade, foi por segurança. Infelizmente, fatalidades acontecem", disse o dirigente, ao decretar a paralisação da obra. "Vamos fazer no mínimo dois, três dias de luto, e depois vamos estudar como vamos fazer", disse.
 
Mais tarde, a Odebrecht confirmou que o luto durará três dias, ou seja, as obras só voltarão a acontecer no dia 2 de dezembro. Uma placa foi afixada na frente da obra e causou comoção de torcedores que foram para o local. Vários deles rezaram quando o luto foi decretado oficialmente.
 
A área atingida é equivalente a um prédio de quatro andares e contém locais que depois se transformariam em banheiros, lojas e outras facilidades do estádio. O processo, após a perícia, vai envolver mais do que simplesmente retirar o guindaste. Haverá processo de reconstrução. Isso ficou claro em conversas informais da reportagem com engenheiros e funcionários da Arena Corinthians.
 
Portanto, há preocupação com prazos de entrega estipulados pela Fifa – a promessa inicial era de ver a arena pronta no início de 2014 -, embora não seja esse o ponto principal de discussão no momento. "As autoridades vão fazer as inspeções. Vão interditar e fazer tudo corretamente. O que estamos menos preocupados agora é com cronogramas e prazos", reforçou Andrés Sanchez.
 
O responsável pelas obras também refutou que a tragédia não tenha sido maior porque ocorreu no horário de almoço. "Não é por causa da hora do almoço, não. Eu não estava almoçando, quis ir mais próximo e não deixaram", relatou. "A segurança da construtora não me deixou passar. Voltei pra sala do Corinthians. Estava lá quando comecei a ouvir o barulho", complementou.

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