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Notícia

Blatter rebate críticas da imprensa contra Catar

Foto: Divulgação
O presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter, condenou nesta terça-feira (26) "ataques e críticas" da imprensa contra o Catar, que sediará a Copa do Mundo de 2022 em meio de acusações de trabalho escravo e questionamentos sobre o forte calor no país árabe.
 
"Os ataques e críticas da mídia, principalmente a mídia europeia, contra este país (o Catar), são injustas", declarou o dirigente diante dos delegados da Confederação Asiática, que estão reunidos em Kuala Lumpur, na Malásia, para os troféus anuais da AFC.
 
"Nos defendemos eles. Tomamos a decisão de jogar o Mundial em um país árabe ao escolher o Catar, e vamos jogar lá em 2022", sentenciou Blatter, sob o aplauso dos delegados.
 
Na última sexta-feira (22), o dirigente havia revelado que "França e Alemanha, países que mandam na Europa, havia feito pressão para que o torneio seja realizado no Catar.
 
Dois dias antes, o presidente da Fifa considerou "inaceitável" a situação dos operários que trabalham na construção de estádios para a Copa do Mundo de 2022.
 
Em relatório publicado em 18 de novembro, Anistia Internacional havia denunciado a exploração "alarmante" dos trabalhadores imigrantes no Catar e pediu para que o país aproveite a organização do evento para mostrar sua intenção de respeitar os direitos humanos.
 
O governo catariano rebateu ao considerar "exageradas" as acusações, garantindo que os direitos dos operários seriam respeitados, através de uma nova lei que dará mais poder à fiscalização trabalhista local.

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