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Notícia

Arena Fonte Nova: Se estádio não atingir padrão europeu, governo terá que arcar com custos

Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
O contrato de Parceria Público-Privada da Arena Fonte Nova elaborado pelo Governo do Estado da Bahia utilizou um estudo de viabilidade que projeta o público do estádio com base na taxa de ocupação e rentabilidade das arenas europeias. Com isso, caso a média de ocupação de publico da Fonte Nova fique abaixo desta projeção, o governo terá que bancar metade da diferença entre o projetado e o alcançado, para, dessa forma, garantir o lucro prometido para as concessionárias, que são as empreiteiras e administradoras de estádios Odebrecht e OAS.
 
Com este contrato, o torcedor dos clubes baianos precisa frequentar o estádio e consumir do mesmo jeito que os europeus fazem. Caso isto não aconteça, quem pagará caro é o contribuinte do Estado. Ainda de acordo com o UOL, segundo o estudo de viabilidade ao qual se comprometeu o governo estadual, a média de público da Arena Fonte Nova deve ser de 27.140 pagantes. No entanto, os 19 jogos disputados no estádio desde que foi reinaugurado tiveram uma média de 15.540 torcedores. Ou seja, um valor 74% menor do que o previsto pelo governo.
 
Nestes jogos, o preço médio cobrado na arena é de R$ 30 – valor também previsto no contrato – Com uma média de 15.540 jogadores, o arrecadado pela Fonte Nova terá sido de R$ 8.857.800. Já o resultado previsto em contrato para os 19 jogos era de um público médio de 27.140 pagantes, o que geraria uma renda de R$ 15.469.800. Com isso, a diferença entre o que se previa e o que se arrecadou seria de R$ 6.612.000. Por regra contratual, metade desse valor seria pago pelo Estado à Odebrecht e à OAS.
 
Dessa forma, o governo baiano, em quatro meses de funcionamento da nova Fonte Nova, já estaria desembolsando R$ 3,3 milhões pelo estádio. Em resposta ao portal Uol, o Governo da Bahia afirmou que estratégias estão sendo implantadas para levar o público à Fonte Nova e, com isso, chegar aos números previstos no contrato.
 
- Durante o Campeonato Baiano, a bilheteria do estádio enfrentou dificuldades com a campanha Público Zero deflagrada pela torcida tricolor descontente com a direção do Clube, problema hoje já superado. No entanto, algumas estratégias vêm sendo adotadas pela FNP para atrair um público maior à arena, como implantação de valor popular do ingresso – R$30,00 (inteira) e R$15,00 (meia) no Setor Super Norte (3º Anel); criação do projeto “Arena Ritmos”, com apresentação de grupos musicais antes das partidas; gratuidade de ingresso para menores de 6 anos; venda de ingresso a R$35,00 no Lounge Premium para crianças de 7 a 12 anos são algumas das medidas já implementadas, existindo outras em discussão – defendeu-se. 

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