Marin rebate polêmica da época da ditadura e diz que é um 'verdadeiro democrata'
Durante a entrevista coletiva de encerramento da Copa das Confederações, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marín, teve que responder, mais uma vez, a perguntas sobre o envolvimento na morte do jornalista Vladimir Herzog durante a ditadura militar. O dirigente negou que tenha feito um discurso incentivando ações duras contra o profissional e disse ser um admirador da democracia.
- Talvez você ainda acredite que uma mentira dita mil vezes se torne verdade. Um fato que não tem nada que ver, em 1975... Depois fui vice-governador, tive outras posições, e este fato nunca foi mencionado. Para ver como o futebol tem importância. Não me arrependo de nenhum ato da minha vida. Sou um verdadeiro democrata – se defendeu.
Marin continuou se declarando democrata para comemorar o comportamento da torcida nos estádios da Copa das Confederações.
- Eu me considero um verdadeiro democrata em qualquer sentido. Qualquer manifestação pacífica tem que ser respeitada. O que eu não admito é o saque, a violência. Isso ninguém quer. Ficou evidente que somos um país democrático. Tenho certeza absoluta que todo mundo consegue verificar que futebol é futebol. Nas praças esportivas não houve nenhum acidente. Muito pelo contrário, houve festa – completou.
