Estudo mostra que constantes cabeceios provocam danos cerebrais nos jogadores
Um estudo publicado nesta terça-feira (11) pela revista Radiology apontou que jogadores de futebol possuem anormalidades cerebrais similares às de pacientes que sofreram concussões. O problema é por conta das cabeçadas, comuns nas partidas.
Pesquisadores do Colégio Albert Einstein de Medicina, na Yeshiva University (Nova York) utilizaram técnicas de imagem avançadas e testes cognitivos para avaliar a memória dos participantes.
De acordo com Michael Lipton, diretor do Centro de Pesquisa de Ressonância Magnética, a escolha do futebol foi por conta da popularidade do esporte. Segundo ele, pessoas de todas as idades praticam o esporte, o que gera preocupações.
Em média, os jogadores cabeceiam a bola entre seis e 12 vezes por jogo, mas a depender do atleta o número pode ser bem maior. A velocidade do objeto atinge os 80 km/h. O problema, segundo o estudo, é o resultado dos repetidos impactos. Com o impacto constante, pode haver uma cascata de respostas que leva à degeneração das células cerebrais.
No estudo, foram analisados 37 jogadores de futebol adultos, com idade média de 31 anos, que praticam o esporte desde crianças. Atletas que cabecearam a bola mais de 1,8 mil vezes em um ano foram mais propensos a obter resultados mais baixos nos testes de memória, em comparação com aqueles que cabecearam menos vezes.
