United é contra homenagem a Margaret Thatcher
Antes do clássico entre Manchester United e Manchester City, a Premier League optou por deixar os clubes decidirem se haveria uma homenagem à ex-primeira ministra britânica Margaret Thatcher, que morreu nesta segunda-feira, aos 87 anos. O United, mandante do jogo, optou por ser contra a realização de um minuto de silêncio.
Apesar de não indicar o motivo de tomarem esta decisão, a medida pode ter sido tomada devido à possibilidade de boicote por parte dos torcedores, por conta do histórico polêmico da "Dama de Ferro".
Thatcher lidou com o ápice do vandalismo do futebol inglês e comandou posturas drásticas nos anos 80 que, apesar de melhorar significativamente o futebol no país, são criticadas por diversas torcidas, dentre elas, a do Liverpool.
Uma delas foi culpar os torcedores do Liverpool pela morte de 96 pessoas na tragédia do Estádio de Hillsborough, em abril de 1989, na partida entre Liverpool e Nottingham Forest. Durante 23 anos, o Reino Unido culpou os torcedores com base no Relatório Taylor, chefiado e aprovado pela primeira-ministra. Ali, foram sugeridas providências para o fim do hooliganismo. Segundo David Cameron, atual primeiro ministro, dos 164 relatórios produzidos sobre a tragédia, 116 foram alterados.
Nas mãos dela, o objetivo do futebol seria dar conforto e segurança nas arenas e fazer com que os torcedores consumissem mais no estádio do que na entrada.
Com informações da ESPN.
