Organizadores da Copa do Qatar são acusados de usar trabalho escravo
Depois da escolha do Qatar como sede da Copa do Mundo de 2022 ser cercada de suspeitas de corrupção, começaram a surgir graves acusações sobre a preparação do país para receber o Mundial. De acordo com o jornal alemão Bild, os organizadores do evento usam trabalho escravo nas obras dos estádios.
Segundo a publicação, os trabalhadores, a maioria deles estrangeiros, recebem cerca de 78 centavos de dólar por hora trabalhada (cerca de R$ 1,50). Grande parte deles é do Nepal e das Filipinas e não conseguem deixar o país mesmo com a precária condição de trabalho, já que seus passaportes são confiscados pelos empregadores. Além disso, de acordo com o jornal os trabalhadores moram em pequenos quartos, com temperatura de 50ºC e sem ar condicionado.
O diário alemão não foi o primeiro a divulgar as péssimas condições de trabalho das obras. O jornal inglês "The Guardian" já havia revelado em janeiro a precariedade.
Em entrevista ao blog "Dirty Tackle", Sharan Burrow, secretário geral da Confederação Internacional Sindical, disse estar preocupado com as condições de escravidão.
- Qatar é um estado escravo. Para construir a estrutura, é mais provável que trabalhadores estejam para morrer do que 736 jogadores disputarem a Copa do Mundo - disse.
