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Notícia

Grupo corintiano em Salvador espera mais de 100 pessoas para jogo nesta quarta de manhã

Por Lucas Franco

Foto: Divulgação
A manhã desta quarta-feira (12) promete ser especial para os corintianos espalhados pelo mundo todo, já que o time decide a vaga na final do mundial de clubes contra o Al Ahly do Egito às 7h. Salvador não deve fugir à regra.

- Uns acham que vai dar menos, por ser dia de semana de manhã, mas estou confiante que dê o público médio da Libertadores ou até mais, entre 100 e 150 torcedores – acredita o presidente da Fiel Salvador, o profissional de marketing Fabrício Valle, de 33 anos.

Amazonense, Fabrício tem 33 anos e diz não ser tão fácil ser corintiano na terra onde a dupla Ba-Vi tem mais torcedores.

- O bairrismo do baiano, pela paixão por Bahia e Vitória, que eu admiro, não admite que alguém daqui torça para um time de fora. E até a gente mesmo [os corintianos da Bahia], principalmente os mais fanáticos, têm uma certa rixa com os corintianos que têm um segundo time – descreve.

A Fiel Salvador nasceu em 2000 e não tem nenhuma ligação com a Gaviões da Fiel ou qualquer outra torcida organizada de São Paulo. Depois de passar pelos bairros da Saúde e Avenida Vasco da Gama, a comunidade se instala nos dias de jogo em um bar no Valo dos Rios.

- Eles vibram, cantam, mas quando acaba o jogo eles ficam em silêncio, nem parece que teve jogo. Nunca teve problema com vizinhança – conta o proprietário do bar, Oséas Figueiredo, que é são-paulino.

- Mas não tem problema [torcer pelo time rival], a gente se diverte – brinca.

Pelos lugares anteriores em que a Fiel Salvador teve sede, porém, o grito de “Vai Corinthians” nem sempre foi bem visto (ou ouvido) pela vizinhança.

- Saímos do conjunto Santa Madalena, na Vasco da Gama, porque o dono do bar passou o ponto para outro comerciante, que não quis a gente por causa do barulho – conta o presidente.

Quando o assunto é o mundial, Fabrício disse preferir o caminho mais difícil, mas não descarta surpresas.

- Com o Chelsea vai ter um gostinho especial, mas eu acredito que o Monterrey [time mexicano] pode chegar na final, e claro, seremos campeões. Para as semi, eu preferia enfrentar o time japonês [Sanfrecce Hiroshima], que estava cansado por ter jogado uma partida antes [venceu o Auckland City da Nova Zelândia por 1 a 0 na última quinta-feira]. Mas acredito muito no Corinthians – analisa.

A Fiel Salvador também realiza campanhas como do Fiel Dia Das Crianças, Natal Fiel e Campanha Sangue Corintiano. Para fazer se associar ao “bando de loucos de Salvador”, é preciso pagar mensalidade de R$ 15.

- As pessoas a frente da torcida não têm remuneração, mas mantemos as contas da antena e equipamentos como projetor para o telão. Antigamente assistíamos em uma TV. Já somos embaixada oficial da República Popular do Corinthians, o que por enquanto tem efeito simbólico, mas estamos lutando por um algo a mais, como não precisar pegar filas para comprar os ingressos nos jogos em Salvador e receber a visita de jogadores – espera Fabrício.

Para a eventual decisão do domingo (16), o grupo negocia um espaço na orla, já que na final da Libertadores 700 pessoas compareceram em um bar na Pituba. O grupo também já tem planos para 2013.

- Queremos locar um galpão ou mesmo um espaço que possamos tê-lo como sede própria da torcida, evitando constantes mudanças em decorrência da demanda – espera Fabrício.

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