Zé Love diz que não aceitou jogar no Milan por ‘dignidade’
O atacante do Genoa Zé Love explicou o que aconteceu na sua negociação com o Milan. Inicialmente, o jogador era dado como certo no clube italiano, mas uma reviravolta atrapalhou as negociações e o acordo não foi firmado. De acordo com o atleta, ele não se transferiu para o rubro-negro por não aceitar ficar de “stand-by”, sem jogar e treinar, por aproximadamente dez dias num hotel.
O Milan só queria assinar o contrato com Zé Love no dia 31 de agosto, quando a janela de transferência será fechada. E, neste período, poderia descartar a contratação do atacante caso contratasse mais atletas para a posição. Sem nada assinado, o brasileiro não poderia sequer treinar com o restante do grupo, por isso recusou a proposta.
- Eu estava treinando no Genoa quando o presidente me falou do interesse do Milan em função da lesão do Pato. Viajei para Milão, mas cheguei lá e não acertei. Não quis aceitar a condição de ter que ficar em um hotel sem treinar esperando o desfecho. Foi uma situação parecida com a que aconteceu com o Maxi Lopes [no mesmo Milan] – revelou.
O jogador desmentiu que ele iria embarcar para Milão para fazer um teste, como foi inicialmente divulgado.
- Não teve nada de teste. Eu não poderia treinar e jogar lá sem contrato assinado. Eles queriam que eu ficasse esperando no hotel até quem sabe anunciarem outro nome internacional junto comigo. E eu não poderia aceitar uma situação dessas. Eu atuo em um grande clube e não preciso disso – esclareceu.
Zé Love reiterou que pesou para não aceitar a condição o fato de ter contrato com o Genoa por quatro anos.
- Eu não sou jogador de ficar esperando em hotel. Ganhei título de Libertadores, Copa do Brasil e dois Paulistas pelo Santos. Eu poderia ser jogador do Milan hoje, mas poderia ter acontecido alguma outra coisa – completou.
