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Futebol americano: Administrador do estádio questiona divulgação no interior alagoano

Por Lucas Franco (São Miguel dos Campos- Alagoas)

Foto: Lucas Franco / Bahia Notícias
Sede da partida entre Maceió Marechais e Salvador All Saints pelo Campeonato Brasileiro de futebol americano, São Miguel dos Campos já teve momentos mais ilustres com o esporte de bola redonda. O time de futebol da cidade, Miguelense, já não faz parte da Série A do Campeonato Alagoano, mas deixa saudades. 
 
- Eram bons os tempos em que CRB e CSA [times da capital] jogavam contra a gente aqui na cidade – conta o administrador do Estádio Manoel Ferreira de Amorim, Sebastião Mota, mais conhecido como “Cestão”.
 
-Não sei o motivo desse apelido. Nunca joguei basquete, mas já fiz bagaceira jogando futebol por Alagoas.
 
O administrador do Ferreirão, como o estádio é apelidado, diz ser uma glória para a cidade receber os jogos do Campeonato Brasileiro de futebol americano.
 
- Eu tenho 64 anos e nunca vi esse esporte pessoalmente até hoje. A população de São Miguel dos Campos também não – relata.
 
No entanto, na sua opinião, faltou uma melhor divulgação para emplacar o evento e encher o estádio, que tem capacidade para 4.800 pessoas sentadas. 
 
- Acho que não houve boa divulgação. Tinha mais gente de fora do que daqui [cerca de 60 espectadores acompanharam]. Ninguém ouve rádio, eram para fazer propaganda nos carros de som que andam por aí, principalmente por agora, que é época de campanha política. A TV Gazeta [filial da Globo em Alagoas] até visitou as instalações do estádio e fez filmagens, mas acho que nem falaram nada de futebol americano – esclarece.
 
- Trabalhei oito anos aqui, depois passei sete anos afastado e depois voltei ao Ferreirão. Eu queria que você estivesse aqui há 10 meses. O estádio era um caos, mato para todo o lado e banheiros impossibilitados de as pessoas usarem – completa.

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