Presidente do São Paulo admite que mandou Leão tirar Paulo Miranda do time
Uma das turbulências passadas por Emerson Leão durante os oito meses que trabalhou no São Paulo aconteceu após a eliminação do clube na semifinal do Campeonato Paulista. Na ocasião, a diretoria do tricolor paulista decidiu afastar o zagueiro Paulo Miranda por ter falhado nos lances dos gols do Santos. O treinador foi contra, mas não teve outra alternativa a não ser aceitar a imposição.
Após a demissão de Leão, nesta terça-feira (26), o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, admitiu que houve interferência no trabalho de Leão em relação a Paulo Miranda.
- Houve intromissão sim. Chamei o Leão, o João Paulo (Jesus Lopes, vice de futebol) e o Adalberto (Baptista, diretor de futebol) e falei para o treinador: "Você vai escalar o Paulo Miranda?" Ele me respondeu que sim. Eu disse que ele havia ido mal e perguntei se não seria bom o Leão repetir o que havia feito com outros atletas. Ele disse que não pensava nisso. Então respondi: "Você não vai usar. Não vai escalar porque a diretoria não quer – admitiu.
Na coletiva de despedida do clube, Leão admitiu que depois daquele episódio a sua relação com a diretoria ficou mais conturbada.
- Houve uma divergência séria sobre o Paulo Miranda. Eu não concordava, na oportunidade foi falado uma coisa e depois aconteceu outra. Eu banquei a presença do atleta como titular da equipe – disse o treinador.
