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Notícia

Feirense utiliza fisioterapeuta no lugar de médico, diz jornal

Foto: Max Haack / Ag Haack / Bahia Notícias
Em todos os jogos do Feirense na cidade de Senhor do Bonfim, o clube usou um fisioterapeuta no lugar do médico. Segundo publicação do jornal Correio* deste domingo (4), Walter Palmeira Costa de 52 anos utilizou o CRM 6502 que pertence à médica Regina Tosorati Penteado.  Em entrevista ao jornal, Walter garante que é medico e fisioterapeuta. Ele explica que por conta de  problema no registro no Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb) seu nome não consta registrado.

- Veja bem (...) Eu tô com um problema nesse registro aí. Eu sou da Paraíba. Estou como fisioterapeuta aqui – declarou.

Já o Feirense, dá outra versão para o caso. Segundo Itallo Bittencourt, diretor de futebol da agremiação, o profissional é doutor em fisioterapia.

- Na verdade, ele é doutor em fisioterapia. Mas não é o médico. É poque, na verdade, a equipe médica é de Doutor Marcos. O Walter faz o primeiro atendimento. Quem entra em campo é ele. Doutor Marcos Não entra em campo; fica no campo, diz Bittencourt.

O profissional citado pelo dirigente, trata-se de Marcos Nobre, que não foi localizado pelo Correio*.

Outro clube que utilizou os serviços de Walter Palmeira, foi o Itabuna. Segundo Ricardo Xavier, presidente do Dragão do Sul, um acordo de cavalheiros entre alguns clubes do interior foi feito, para que o time mandante fique responsável pelo atendimento médico.

- O que nós fazemos, por exemplo, é um acordo apalavrado entre os clubes. O time, o Feirense, vem jogar em Itabuna, então a gente oferece nossa estrutura de médico. Tem o nosso e arruma outro, porque facilita pros clubes. Quando a gente viaja, então tem esse serviço de troca – explicou Xavier.

Presença do médico é obrigatória

De acordo com o Tribunal de Justiça Desportiva, "é obrigatória, para cada Clube, a presença do médico no local destinado ao banco de reservas, facultado ao médico, se necessário, atuar em favor de ambos os Clubes. Na ausência do médico, o Clube infrator será julgado pela TJD e pode resultar até em eliminação do time no certame. Já o exercício ilegal da Medicina tem pena de até dois anos, enquanto falsidade ideológica chega a três anos de reclusão.
 

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