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Juninho Petrolina: 'Jogaria até de graça no Juazeiro'

Por Glauber Guerra

Foto : Glauber Guerra / Bahia Notícias
Dispensado recentemente do Juazeiro, o meia-atacante Juninho Petrolina não esconde sua mágoa com alguns membros da comissão técnica do clube. O atleta considera que foi desligado injustamente.

- Me dediquei bastante. Treinei e muito e estava motivado a fazer o melhor. Tanto que fiz boas partidas. As coisas foram conduzidas da forma errada. Disseram que eu estava machucado, mas só estava lesionado na partida contra o Flu de Feira [no dia 9 de fevereiro]. Para o jogo contra o Bahia, eu já estava recuperado [dia 15 de fevereiro]. Fui dispensado injustamente. Se falassem que não podiam me pagar, jogaria até de graça. Minha vontade era só de jogar – disse Juninho, em entrevista ao Bahia Notícias.

O veterano de 37 anos questionou a justificativa para a rescisão do seu contrato e ainda deu um conselho para que o clube tente equilibrar suas finanças.

- Disseram que meu salário era alto e que não poderia ficar. Mas meu salário era de R$ 3,5 mil. Menor do que é do filho do presidente Baé [Mauro, que ocupa a função de preparador físico], e do auxiliar Janilson, que é genro do presidente. Como disse anteriormente, eu jogaria até de graça, pois estava com vontade de tirar o time desta situação. Já que eles querem economizar, deviam diminuir o salário dos parentes – provocou.

Críticas ao preparador físico e o auxiliar técnico

Sem papas na língua, Juninho detonou o auxiliar técnico e o preparador físico da equipe, respectivamente, filho e genro, do presidente do Juazeiro.

- Janilson não tem condição de ser auxiliar. Jogador mediano aqui na região. Não tem competência suficiente. Não tenho nada pessoal, mas profissionalmente deixa a desejar. Já o Mauro, ainda vai ter que estudar muito. A equipe não está com um bom preparo físico por causa dele. Já passei por diversos clubes no Brasil e no exterior e percebi que a preparação não estava sendo adequada. O Juazeiro precisa de um preparador físico urgente – disparou.

Por fim, o meia elogiou alguns membros da agremiação e diz que continuará torcendo pelo Juazeiro.

- Na diretoria tem muitas pessoas competentes. O vice-presidente Régis é uma pessoa extraordinária e competente. Sabe unir o grupo. Wágner Rocha merece todo o apoio, pois está fazendo um bom trabalho e não tenho dúvida que será um grande gestor. Sem falar em Zó e Emerson Zirilau, que estão se esforçando para colocar o time nos eixos. Apesar de tudo, sou torcedor do Juazeiro, amo o Juazeiro, pois ele é um patrimônio do povo. Não é de Baé, nem de Mauro, nem de Janilson. O Juazeiro é do povo e o nosso time vai sair desta situação- encerrou.

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