Dirigente da Fifa defende a venda de bebida alcoólica na Copa do Mundo
Após a questão dos ingressos de meia-entrada estar aparentemente resolvida, um novo impasse entre a Fifa e o governo brasileiro está sendo discutido. Ao participar de um debate que discute a Lei Geral da Copa, o secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, nesta terça-feira (8), ao lado do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), levantou a questão da venda de bebidas alcoólicas no Mundial. O dirigente afirmou que “a Fifa não está aqui para embebedar as pessoas”, mas defendeu que a comercialização não trouxe nenhum tipo de problema de violência nas últimas duas edições da competição, na Alemanha, em 2006 e na África do Sul, em 2010.
"É verdade que limitar o álcool reduz muito a violência, mas na África do Sul, na Alemanha, a venda de cerveja em condições controladas nunca provocou nenhum tipo de violência ou guerra nos estádios. Temos esse acordo, seja com nosso patrocinador Budweiser ou diferentes organizações, que pode haver venda de álcool controlada nos estádios. Quer dizer que controlamos como ela pode ser distribuída. Não pode ser distribuída, por exemplo, em garrafas para que não possa ser utilizada como arma contra torcedores ou jogadores", afirmou.
Valcke ainda lembrou que certos compromissos foram firmados pelo Brasil e que a Copa é um evento “particular e excepcional”. “Não vou assumir nenhum compromisso que o álcool não será vendido. Precisamos encontrar um acordo e foram compromissos assumidos pelo Brasil quando essa Copa foi entregue ao país”, completou.
