'Será um jogo terrível no domingo', alerta Joel
Por Felipe Santana
Apesar da estreia com derrota nada desejada pelo treinador do Bahia, Joel Santana, ao contrário do que foi na coletiva de apresentação, já com um jeitão bem mais descontraído, concedeu sua primeira entrevista à imprensa como técnico do tricolor no Fazendão e tentou explicar a derrota para o Grêmio, nesta quinta-feira (8), em Pituaçu.
Para Joel, faltou um pouco mais de ousadia aos jogadores desde o apito inicial. "O nosso primeiro tempo foi muito ruim, horroroso. Mas, no segundo tempo, nós conseguimos acertar algumas coisas, criamos chances, fomos um time aguerrido, mas não tivemos a capacidade de fazer as oportunidades que criamos", comentou. Porém, mesmo acreditando que faltou um pouco mais de capricho na horas da finalizações, o "papai" assume que errou ao escalar Marcos improsivado na lateral-esquerda. "Eu fui obrigado a fazer uma alteração que me deu prejuízo. Pensei em uma coisa para o jogo e aconteceu outra. O jogo se apresentou do jeito que eu fiz no treinamento e escalei diferente. Perdi uma mudança. Minhas laterais não estavam bem e eu precisei mexer", explicou.
Já sobre a partida contra o Atlético Mineiro, time que Joel conhece bem por seu o maior rival do ex-clube, Cruzeiro, o treinador admite que o time precisará ter muita paciência e atenção para buscar os três pontos no jogo, que segundo ele, significa um duelo de seis pontos. "Será um jogo terrível domingo. Ontem, a vitória seria fundamental para gente colocar seis pontos à frente deles e se dar o luxo de ir para Minas um pouco mais descansado. Agora, somos um adversário direto da zona. O estádio vai lotar, o time deles não é ruim e vamos precisar ter muito cuidado, calma e equilibrio para conseguir vencer", ponderou.
Na manhã desta sexta-feira (9), quando o time se reapresentou no Fazendão, Joel Santana não acompanhou o treinamento com bola dos jogadores considerados reservas. Questionado sobre ausência, o técnico explicou e revelou uma reunião com o diretor de futebol Paulo Angioni.
"Estava lá em cima resolvendo algumas coisas como a parte clínica de alguns jogadores e também conversando com o Paulo sobre isso. Estava tomando conhecimento sobre o grupo da base, que eu vi jogar algumas partidas pela Copa São Paulo e gostei. A base do clube, na minha opinião, é a raiz de qualquer clube", declarou.
