Para Muricy, Santos não depende somente de Neymar e Ganso
Por Cláudia Callado
Foto: Globoesporte.com

Muricy Ramalho e o técnico corintiano Tite (ao fundo), durante o clássico entre as duas equipes
Durante o Campeonato Brasileiro da série A Muricy Ramalho teve que se acostumar com a ausência dos seus principais jogadores: Paulo Henrique Ganso e Neymar. Os dois foram convocados para disputar a Copa América pela Seleção Brasileira no mês de julho e, nesta quarta-feira (10), disputaram o amistoso contra a Alemanha, desfalcando o Santos no clássico contra o Corinthians. Com as ausências, o time da Vila teve dificuldades de criar jogadas contra o alvinegro da capital paulista e o jogo terminou empatado em 0 a 0. No entanto, o treinador do Peixe não concorda com a teoria de que, sem os dois jovens, o Santos se torna um time "comum".
Para defender seu ponto de vista, o comandante argumenta que a equipe já venceu e convenceu jogando sem Neymar e Ganso. Um exemplo disso foi a partida contra o Cerro Porteño, do Paraguai, na primeira fase da Taça da Libertadores. Apesar de que, nesse jogo, o alvinegro contou com Ganso, mas estava desfalcado de Neymar, Elano e Zé Eduardo.
“Time comum (sem os dois), não. Claro que são dois craques, dois diferentes. O Neymar é o melhor jogador do Brasil e, claro, faz, falta. Mas contra o Cerro ele não jogou e nós ganhamos lá. Além disso, o Santos não é só os dois. Temos outros bons jogadores”, declarou.
Outro argumento de Muricy foi o fato de que, na opinião dele, o Santos encurralou o Corinthians no primeiro tempo do jogo. Segundo o técnico, um time “comum” não é capaz de fazer isso. “Jogamos em cima do Corinthians durante todo o segundo tempo. Claro que só ficar em cima não adianta. É preciso fazer gol e não fizemos. Agora, temos um grupo forte e que tem condições de vencer jogos, mesmo com desfalque”, finalizou.
