Chiquinho explica situação de Mosquera
Por Felipe Santana
Jovem, de apenas 22 anos, o colombiano Yohn Geiller Mosquera, assim como o meia Magno, sequer foi relacionado para uma partida do time profissional desde o mês de fevereiro, data da sua contratação e chegada ao Fazendão. Contudo, o volante apelidado de El Puma, por causa da sua velocidade e vontade dentro de campo, tem um sério problema que o impede de estar à disposição do treinador René Simões.
Para Chiquinho de Assis, técnico de Mosquera no time sub-23, a maneira técnica de explicar a ausência do volante nas partidas oficiais está ligada à falta de disciplina tática do jogador. "Ele é um bom jogador, mas tem um grande problema. Tem muita disposição, quer estar sempre onde a bola vai e isso quase sempre prejudica o time. Deixa um buraco. Na linguagem do futebol ele ainda precisa ser disciplinado taticamente para se tornar um jogador de mão cheia", explicou.
Por outro lado, Chiquinho acredita que Mosquera, apesar da dificuldade de entender a partida taticamente, pode render bons frutos ao Bahia pelo seu estilo que, segundo o treinador, é raro. Um atleta que só pensa em correr, marcar e desarmar o tempo todo.
"É um garoto muito bom, dedicado, mas precisa de orientação para entender melhor o jogo. Nós teremos a Copa Estado, talvez o Brasileirão sub-23, e assim ele vai ganhar experiência com os desafios, amadurecimento jogando contra torcida adversária, árbitro ruim, campo irregular, e logo logo voltará aos profissionais", concluiu.
