Nos pênaltis, Paraguai supera Venezuela e chega à final
Por Cláudia Callado
Em jogo sem grandes oportunidades de gol, o Paraguai conseguiu segurar a pressão da Venezuela durante a prorrogação e após vencer a disputa de pênalti garantiu a vaga para final da Copa América, no próximo domingo (24), contra o Uruguai. Após mais um empate no tempo regulamentar na partida desta quarta-feira (20), no estádio Malvinas Argentinas, em Mendoza (ARG), a seleção paraguaia chega à final sem ter vencido nenhuma partida que disputou.
Início de jogo equilibrado e poucas chances de gol
Paraguai e Venezuela entraram campo buscando o jogo, sem medo de atacar. Com espaço, as duas seleções partiram para cima logo nos primeiros instantes da partida. Aos 3 minutos, a primeira chance paraguaia veio em bom lançamento para Valdez que cruza, mas ninguém aparece na área para finalizar. A equipe Vinotinto tem sua primeira oportunidade aos 6 minutos, em finalização do volante Cichero. Em resposta, Barretos levanta a bola na área e Véron cabeceia com perigo obrigando o goleiro venezuelano Vega a fazer boa defesa. A liberdade do início do jogo diminui e o primeiro tempo segue sem muitas oportunidades, com as duas equipes marcando bem a saída de bola, obrigando o adversário a sair na base do chutão.
Após gol anulado, Venezuela cresce no jogo
A Venezuela buscava anular as jogadas do Paraguai, até que, aos 24 minutos, o atacante Lucas Barros faz um belo lançamento pela direita para o seu companheiro de ataque Valdez, que chuta forte e ganha escanteio para a equipe paraguaia. Com o passar do tempo, a equipe Vinotinto diminui a pressão na marcação, o que deixa mais espaço para a seleção paraguaia atacar. Aos 30 minutos, Cáceres toca curto para Barreto na direita, o volante cruza e Vega defende. Apesar da maior posse de bola dos paraguaios, aos 34 minutos a Venezuela surpreende. Após lançamento na área, Chichero levanta de cabeça e o zagueiro Viscarrondo cabeceia para o gol. O juíz, no entanto, marca impedimento assinalado pelo bandeirinha colombiano Clavijo. Após a anulação do gol, a equipe venezuelana cresce no jogo e, aos 23 minutos, em mais um cabeceio, desta vez de Moreno, a bola bate no travessão, no rebote Rondón finaliza e obriga Villar a fazer boa defesa.
Partida continua disputada e sem finalizações
Início de segundo tempo e nenhuma equipe consegue ser superior a outra. As duas seleções criam jogadas, mas não levam perigo ao gol adversário. As equipes se revezam na posse de bola sem criar chances claras de gol. Na metade da segunda etapa, o técnico do Paraguai, Gerardo Martino, coloca em campo o meia armador Estigarribia no lugar do volante Barreto, procurando, assim, aproveitar os espaços no meio de campo para a criação das jogadas. A substituição não surtiu efeito e o Paraguai continuava sem conseguir abrir o placar. Aos 35 minutos, Roque Santa Cruz que havia entrado no lugar de Valdez aos 29 minutos, sente dores e é substituído pelo também atacante Martínez. No segundo tempo o que se viu foi inúmeros passes errados e falhas individuais, de ambos os lados. As duas seleções terminam a segunda etapa com pouquíssimas finalizações.
Prorrogação, bolas na trave e pressão venezuelana
A prorrogação começou com dois sustos seguidos da equipe venezuelana, fazendo mais do que havia feito durante o segundo tempo inteiro. Aos 3 minutos, Maldonado chuta e Feder desvia. O goleiro Villar chega a tocar na bola e ela bate na trave. Dois minutos depois, em cobrança de falta, Arango chuta colocado, de novo a bola vai na trave e o meia paraguaio Santana afasta. O nível do jogo melhorou com a Venezuela pressionando e o Paraguai conseguindo tocar melhor a bola. No momento em que a seleção Vinotinto estava melhor no jogo, o paraguaio Santana recebe o segundo amarelo e é expulso. Aos 14 minutos, mais uma boa jogada da Venezuela. Rondón faz o giro dentro da área, chuta e Villar faz a defesa. O segundo tempo da prorrogação continuou com as mesmas características da primeira etapa. A Venezuela continuava tomando conta do jogo. Feder, aos 3 minutos, faz boa jogada e chuta para o gol, Villar espalma. Logo em seguida, é a vez de Cichero fazer uma boa jogada. Após passar por quatro marcadores, o lateral perde a bola para o zagueiro Paulo da Silva. Apesar da pressão, a bola teimava em não entrar e o jogo foi definido na disputa de pênaltis.
Pênaltis: Paraguai: Ortigoza (Gol) – Barrios (Gol) – Riveros (Gol) – Martínez (Gol) – Veron (Gol) / Venezuela: Maldonado (Gol) – Rey (Gol) – Lucena (Perdeu) – Fedor (Gol)
Ficha Técnica PARAGUAI 0 (5) x 0 (3) VENEZUELA
Local: Malvinas Argentinas, em Mendoza (Argentina)
Data: 20 de julho (quarta-feira)
Horário: 21h45 (Brasília)
Árbitro: Francisco Chacón (MEX)
Assistentes: Leonel Leal (CRC) e Humberto Clavijo (COL)
Paraguai: Justo Villar; Marcos Cáceres, Paulo da Silva, Dário Verón e Iván Piris; Jonathan Santana, Cristian Riveros, Néstor Ortigoza e Edgar Barreto (Estigarribia); Haedo Valdez (Roque Santa Cruz) (Osvaldo Martínez) e Lucas Barrios. Técnico: Gerardo Martino
Venezuela: Vega; Rosales, Perozo (José Manuel Rey), Viscarrondo e Cichero; Lucena, Di Giorgi, González (Maldonado) e Arango; Alejandro Moreno (Fedor) e Rondón. Técnico: César Farias
