Ricardinho é apresentado no Fazendão
Por Éder Ferrari

Com discurso afiado, fugindo do lugar comum de boleiro, o meia Ricardinho foi apresentado na tarde desta sexta-feira (27), no Fazendão. Articulado, o jogador contou como se desenvolveu a negociação com o tricolor. “Até que foi rápido. Tive o contato com o Paulo Angioni, com o René e por fim com o Marcelo. Acho que foram de quatro a cinco dias de negociação. Conversamos sobre o projeto, sobre as coisas do Bahia. Teve também a definição com a família, mas foi muito rápido”, afirmou. O meia não se furtou a fazer os tradicionais elogios a instituição. “O Bahia é um clube grande, com uma torcida fantástica, que não poderia ficar tanto tempo fora da elite”, disse.
Questionado se seria o maestro tricolor, já que é o mais experiente e chega em uma posição carente, Ricardinho pediu calma. “Estou extremamente motivado, com o objetivo de realizar um grande trabalho. Para isso temos de ter uma boa linha de treinamentos, de forca e união para empolgar o torcedor. Com tranquilidade e trabalho vamos conseguir. Estou confiante de realizar um bom campeonato”, avisou. Sobre quando poderá ficar a disposição do treinador René Simoes, o meia pediu calma. “Na verdade ainda não conversei com a comissão técnica sobre isso. Vamos analisar, fazer o treinamento e esperar para ver como as coisas vão evoluir”, informou. A idade avançada – 35 anos – não é um empecilho para o jogador. “Estou me sentindo muito bem, disposto. Quando se atinge uma certa idade nessa profissão, as pessoas começam a usar uma série de adjetivos para julgar. Não me preocupo com isso”, falou. Por quase todos os clubes que passou, Ricardinho foi o capitão, mas, no Bahia, vai esperar que as coisas aconteçam naturalmente. “Liderança não se impõe: é algo natural. Vim para agregar e mostrar o meu trabalho. No futebol, só tem espaço para quem vence”, acredita.
