Vôlei Futuro entra no STJD por ofensas homofóbicas
Por Felipe Santana
Dentro de quadra, Cruzeiro e Vôlei Futuro proporcionaram ao torcedor uma das, se não a melhor, partida da Superliga Masculina de Vôlei. No entanto, fora dele, os ânimos se exaltaram e toda confusão foi relatada ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
Em nota oficial, a equipe do Vôlei Futuro reclamou da postura de um segurança, supostamente alcoolizado, que proibiu a entrada dos próprios dirigentes do clube nos vestiários. Em seguida, relata às ofensas homofóbicas ao meio de rede Michael, durante toda partida com gritos e palavrões.
Decepcionado, o atleta diz ter ficado constrangido e pede uma punição aos responsáveis pelos atos. “O ginásio estava superlotado e todos me chamando de “bicha”, “gay” e outras ofensas. Me sinto ofendido e constrangido pelo ocorrido; não eram só alguns torcedores de torcida de futebol, eram crianças, mulheres, o ginásio inteiro gritando e me ofendendo. Eu poderia ter jogado melhor se não tivesse passado por esse constrangimento. Me senti julgado pelo lado pessoal e não pelo profissional que sou. Acho que este tipo de acontecimento não deve passar em branco, realmente me fez muito mal. Acho que deve ser divulgado e discutido para que isso não ocorra com mais ninguém”, afirmou.
Nesta segunda-feira (5), ainda muito abalado, Michael voltou a falar sobre o assunto e assumiu a homossexualidade. “Sou gay, mas isso não precisa ser comentado. Todo mundo aqui sabe. Lógico que nunca cheguei a assumir. Eu sou o Michael. Todo mundo sabe quem eu sou. Eles me respeitam totalmente no time. Não só aqui, mas nos 10 anos que joguei no São Bernardo. Todos os times me trataram bem”, revelou.
