"Máfia do Apito": Ex-árbitro diz não ter dinheiro para pagar multa
Por Felipe Santana
Em 2005, ele recebeu ofertas de R$ 10 mil a R$ 15 mil por jogo para interferir em resultados do Campeonato Brasileiro de 2005 em prol de um site de apostas em São Paulo. Atualmente, aos 48 anos, o ex-árbitro de futebol Edilson Pereira de Carvalho é balconista de um bar em um clube de Jacareí, em São Paulo ganhando cerca de R$ 600 por mês.
Sem mostrar qualquer tipo de arrependimento, Edilson Pereira concedeu entrevista ao portal Gazeta Esportiva e comentou sobre a condenação da 17ª Vara Cível de São Paulo, que determina uma multa de R$ 160 milhões para os envolvidos no escândalo da “Máfia do Apito”. Neste caso, o ex-juiz, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Federação Paulista de Futebol (FPF).
“Fiquei e continuo supertranquilo. Não tenho esse dinheiro para pagar. Vai sobrar para a CBF e a Federação Paulista. Eles que se virem. Vou continuar vivendo a minha vidinha e eles continuarão vivendo a vidona deles”, ironizou.
O ex-árbitro diz que vive de maneira tranqüila e negou ter perdidos amigos devido ao caso de manipulação de resultados. “Fiz mais amizades ainda do que na época em que eu era árbitro. Quando eu apitava, não tinha tempo para amigos, era mais a minha família mesmo. E as pessoas me tratam bem. Ficam me olhando, mas nunca me xingam”, completou.
