"Máfia do Apito": CBF e árbitro são condenados a pagar R$ 160 milhões
Por Felipe Santana
Seis anos depois, a polêmica da manipulação de resultados do Campeonato Brasileiro de 2005 volta à tona. Publicada neste sábado (26), a revista "Veja" revela que a 17ª Vara Cível da Justiça de São Paulo condenou com multa no valor de R$ 160 milhões os réus no processo envolvendo a "Máfia do Apito". O ex-árbitro Edílson Pereira de Carvalho,a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e o empresário Nagib Fayad.
Na ocasião, em 2005, Edilson Pereira confessou ter aceitado dinheiro de um grupo de empresários paulistas para interferir em determinados resultados de partidas, favorecendo um site de apostas de loteria esportiva na internet.
Todo valor pago pelos acusados no processo será enviado ao Fundo Especial de Despesa de Reparação de Interesses Difusos Lesados, sob responsabilidade do Estado de São Paulo. No entanto, aquele envolvido que não possuir condições de efetuar o pagamento, as despesas terão que ser arcadas pelos demais.
Condenada, a CBF informou que recorrerá sobre a decisão da Justiça.
