Chefão da F1 elogia ditadores e crítica investimento nas Olimpíadas
Por Sandro Badaró
Foto: Getty Images

Faltando apenas uma semana para completar 80 anos, o chefe comercial da F1, Bernie Ecclestone, novamente gerou polêmica em todo o mundo, após entrevista ao jornal inglês The Guardian. O dirigente disparou duras críticas contra os Jogos Olímpicos de 2012, em Londres, justificando que seria melhor o governo britânico investir na pista de Silverstone, para não perder a F1. “O pior é que o governo inglês gastou uma fortuna com os Jogos Olímpicos, que serão realizados em um curto espaço de tempo e esquecidos rapidamente. Eles poderiam ter apoiado Silverstone e assegurado o GP da Inglaterra para sempre. As únicas coisas boas das Olimpíadas são as cerimônias de abertura e encerramento. O resto não faz o menor sentido”, disse.
Ecclestone também voltou a elogiar ditadores, como fez no ano passado ao responder perguntas sobre Adolf Hitler e descrever o ditador, que mandou matar milhões de pessoas, como um bom governante por alcançar seus objetivos. “Sei que me meto em muitos problemas quando falo essas coisas, mas não acho que a democracia seja a melhor forma de se comandar algo. Em uma empresa ou em qualquer outra coisa, você vai precisar de alguém para acender e apagar luzes. Tivemos a Sra. (Margaret) Thatcher (primeira-ministra que governou o Reino Unido entre 1979 e 1990) no poder, que acendia e apagava as luzes. Ela levou o país para onde estava antes de ficar confuso de novo”, afirmou .
Questionado sobre Saddam Hussein, ditador iraquiano deposto e morto após julgamento, Ecclestone apenas declarou que o considera um bom comandante, já que tornou seu país mais estável. Por fim, o chefão da F1 declarou que a tortura é “uma maneira antiga de conseguir que algo seja feito”, mas disse que não a utilizaria contra os inimigos, pois eles não o incomodam.
