Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Holofote
/
/
Entrevistas

Entrevista

Paulo Comelli

Por Éder Ferrari


Você ficou conhecido treinando equipes do interior de São Paulo, como está sendo trabalhar no nordeste e numa equipe grande como o Bahia?

Comelli - Já trabalhei em quase todas as regiões do país, treinei equipes como Figueirense, que tem uma boa torcida, equipe de massa, de títulos, o próprio Vila Nova de Goiânia, um clube que tem uma torcida muito grande, o Criciúma de Santa Catarina. E tive a oportunidade de trabalhar em equipes do interior de São Paulo, mas nenhuma com a dimensão do Bahia.
Sei que a torcida é muito grande, apesar de eu ainda não ter podido presenciar, pelo fato de nós não termos um Estádio para jogar em Salvador. No Barradão, tivemos um público maior, mas o mando era do Vitória. Em Feira, mesmo com o BA – VI, não tivemos um publico tão grande.

O que achou da estrutura do Bahia, as condições eram melhores ou piores do que você imaginava?

Comelli - A estrutura do Bahia é boa, as pessoas aqui é que não valorizam, é muito melhor do que a maioria das equipes de São Paulo. Já trabalhei em muitas equipes, como o São Caetano, por exemplo, que já foi vice-campeão do Brasileiro e da Libertadores, na Ponte Preta , e essas equipes não tem a estrutura que tem o Bahia. É claro que muita coisa poderia estar melhor e ainda faltam algumas coisas. Mas a nível nacional, tirando aqueles clubes que tem um poder financeiro maior, como São Paulo, Cruzeiro e Internacional, a estrutura física do Bahia é uma das melhores.

O Bahia já havia perdido mandos de campo para o Campeonato Brasileiro, devido à tragédia na Fonte Nova ano passado. Agora o Ministério Público entrou com um pedido de liminar, para que as obras do Estádio de Pituaçu fossem embargadas devido à falta de licitação. O quão complicado será ficar sem a torcida na Série B?

Comelli - Olha, nós já estamos enfrentando essa dificuldade. Começamos em Camaçari, não deu certo, o público não foi bom, o campo também não era dos melhores, com isso, a diretoria mudou para Feira de Santana, para que houvesse uma melhora que não houve. É desgastante viajar 110 kilometros todos os jogos, quase uma 1h40m de viagem, ida e de volta. Não é fácil para nós jogarmos todos as partidas fora de casa, se tivéssemos nossa torcida, que sempre empurrou, sempre apoiou a equipe, o décimo segundo jogador, fosse na Fonte Nova ou em Pituaçu, acredito que nossa situação seria melhor. Pressionaríamos mais os adversários, o caixa do clube não estaria tão deficitário, porque com a campanha que estamos fazendo, acredito que teríamos sempre umas quinze a vinte mil pessoas no estádio. No brasileiro será ainda pior, porque é uma competição mais difícil, mais importante, aonde o grande objetivo é voltar a Série A, e essa ausência irá nos atrapalhar bastante. Acho que desde o final do ano passado, está acontecendo tudo de ruim com o Bahia, primeiro a Fonte Nova, agora Pituaçu, que é o único estádio em condições de se reformar para o Bahia, teve a obra embargada e não se sabe se ficará pronto a tempo. Isso vem deixando todos muito preocupados seja a comissão técnica, a diretoria, os jogadores, a torcida, perderemos a força do mando de campo e os recursos da bilheteria.

O forte do Bahia nesse inicio de temporada tem sido sua defesa, mas na Copa do Brasil, o setor falhou muito e em apenas dois jogos, levou mais da metade dos gols que levou em dezesseis, pelo Baiano, 5 contra 9, o que aconteceu com a equipe?

Comelli - O adversário era de nível, não vou falar no nível do Vitória, que esta num nível muito acima, mas está no mesmo patamar, de um Vitória da Conquista, de um Ipitanga. Mas fomos eliminados por nossos próprios erros, falhamos muito em Juazeiro do Norte (O Bahia perdeu para o Icasa por 3x2) e em Feira (Empate por 2x2), a equipe até pressionou, criou oportunidades, marcou os dois gols que precisávamos. Mas, praticamente nas duas vezes que foi ao ataque, o Icasa contou com cochiladas da nossa defesa, que não podem ocorrer e foi feliz. Não merecíamos, mas em competições mata-mata como a Copa do Brasil, não adianta ser melhor, tem que ser mais eficiente.

Você tem dito que a equipe precisa de reforços ainda para o Campeonato Baiano, quais as principais carências?

Comelli - Nosso elenco é muito reduzido, hoje contamos com nove, dez atletas das divisões de base no elenco profissional. Anderson Costa saiu, precisaremos de um atacante para o seu lugar, na meia contamos apenas com Elias, Inho e Ananias. Então o grupo precisa de jogadores ainda para essa fase final do regional, e para o inicio da segunda divisão e o decorrer da mesma.

E para o Campeonato Brasileiro, qual será o planejamento, a preparação, já que devem chegar novos jogadores?

 Comelli - Fizemos um planejamento em relação ao brasileiro junto com a diretoria. Por enquanto o foco principal é o estadual, que é de suma importância, já que faltam seis jogos e o quadrangular final. Ai sim, quando acabar o Campeonato Baiano, vamos nos concentrar na reorganização da equipe, já que devem chegar reforços, e um ou outro jogador pode sair. O planejamento já está feito, agora é esperar para colocá-lo em pratica e esperar que fase em que tudo de ruim acontece com o Bahia passe, porque o trabalho está sendo feito de forma séria e competente. E se Deus quiser, e se tudo ocorrer como planejado, no fim do ano estaremos comemorando a volta do Bahia a primeira divisão, que é o seu lugar.

Compartilhar