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Entrevistas

Entrevista

Luiz Razia ansioso por vaga na F-1: 'Quero provar que baiano também é rápido'

Por Glauber Guerra


Fotos: Divulgação / GP2 Media Service

Depois de quatros anos na GP2, o piloto Luiz Razia, atual vice-campeão da categoria, só tem um objetivo: ingressar na Fórmula 1. O baiano, natural de Barreiras, conversou com o Bahia Notícias e falou dos seus planos para o futuro e de um convite que recebeu da Fórmula Indy. Confira.

Bahia Notícias: Você ficou perto do título da GP2, após liderar boa parte da competição. Ficou engasgado com o vice-campeonato?
 
Luiz Razia: Não, eu fiz tudo o que pude, dentro das minhas condições. Fiz realmente o máximo, dei tudo de mim, por algumas circunstancias eu não fiquei com o troféu de primeiro. Mas isso não pode tirar minha glória. Apesar de muitos duvidarem, eu nunca fiquei para trás no campeonato e lutei até o fim. Como piloto eu cresci, melhorei e mostrei meu talento que tanto queria demonstrar para o mundo.
 
BN: O que faltou para conquistar o título?
 
LR: Não faltou nada, fizemos nossa parte. O Davide [Valsechi] tinha um carro com um pouco mais de vantagem ao longo do campeonato, que acabou justificando o carro que o Grosjean tinha ano passado quando também foi campeão pela mesma equipe.
 

BN: Como tem sido sua rotina após o encerramento da GP2?
 
LR: Muito boa, estamos sempre trabalhando para a Fórmula 1. Estou me preparando fisicamente e tecnicamente. Estamos na estrada certa e é isso que precisamos fazer sempre.
 
BN: Como estão as negociações para a Fórmula 1? A chance de estrear no grid em 2013 é grande?
 
LR: Sim, estou muito ansioso para conseguir a tão desejada vaga. Estamos constantemente trabalhando para esse sonho e seria ótimo representar a Bahia e o Brasil na Fórmula 1, só para provar que baiano também é muito rápido.
 
BN: Se sente preparado para entrar na Fórmula 1?
 
LR: Não só me sinto preparado, mas eu quero a Fórmula 1 para minha vida.
 
BN: Caso não consiga uma vaga na Fórmula 1, pensa em disputar outra categoria, como a Indy?
 
LR: Não estou pensando nesta possibilidade ainda. Recebi até telefonemas, e desliguei na mesma hora.
 

 
BN: Mesmo com talento, mas sem patrocínio, um piloto tem espaço na Fórmula 1 hoje em dia?
 
LR: É muito difícil, mas este não é nosso caso. Estamos com bons investidores, que querem nos ajudar a estar no grid em 2013.
 
BN: Como você analisa a situação do automobilismo nacional?
 
LR: Está muito fraco em monoposto e muito forte em turismo. Eu não sou bola de cristal para o que precisa melhor. Mas precisamos de empresas grandes que queiram investir em jovens talentos, mas como nossos atletas olímpicos, os pilotos também são esquecidos quando o papo é investimento. Talento todo nós temos, mas é preciso investir. Os poucos que chegam na Fórmula 1, precisa ralar e sacrificar muitas coisas para conseguir.
 
 
BN: Durante essas férias, pretende visitar Salvador?

 
LR: Sim, eu adoro essa cidade, sinto muita saudade da época que eu ainda podia curtir o Festival de Verão, beber algumas cervejas e curtir com meus amigos. As coisas agora estão muito mais sérias e festa para mim é uma coisa do passado.
 
BN: Deixe um recado para os seus fãs aqui da Bahia.
 
LR: Eu adoro a Bahia, é minha casa e minha praia. Eu gostaria muito que todos pudessem torcer de coração e com muita fé para que eu possa representar o nosso nome no automobilismo mundial. Respeito o trabalho de todos e não sou melhor que ninguém, porém nem pior. Só quero conquistar um sonho que tenho e com a torcida de todos, isso se torna mais gratificante.  

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