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Coluna

Autoridade

Por Edson Almeida

Um dos requisitos primordiais para o cara obter respeito e sucesso em sua própria casa é fazer prevalecer a autoridade. Sem afetação, sem arrogância, mas com serenidade, sabedoria e total entrega.
 
São esses predicados que precisam o Vitória, neste sábado, contra o Ceará, e o Bahia no domingo, diante do Náutico. Precisam fazer bem o dever de casa, mas é fundamental ter consciência plena de suas necessidades e saber como devem se comportar.
 
Um time tem autoridade quando impõe seu estilo, sabe superar dificuldades, não anda se atrapalhando diante das oportunidades de golear nem quando é apertado pelo adversário.
 
 É imperioso abdicar da presunção de que pode resolver a parada quando bem quiser e entender. Isso não é autoridade, é falsa supremacia, que muitas vezes acaba em tragédia.
 
Neste final de semana, tão decisivo para nossas pretensões no futebol brasileiro, o Vitória tendo sua última chance de subir e o Bahia uma bela oportunidade de escorraçar de uma vez por todas com a ameaça do rebaixamento, os dois têm que partir com força, como se estivessem jogando uma decisão de Copa do Mundo.
 
Ceará e Náutico podem ter suas limitações, até não trazem suas forças máximas, mas são adversários tradicionais e que nada têm a perder. Por isso, vão ficar na espreita de uma desatenção qualquer para fazer o nome que não conseguiram durante toda a competição, em que são apenas fracos coadjuvantes.
 
Barradão e Pituaçu estarão lotados, mais de 30.000 torcedores em cada estádio, que devem, por uma questão de co-responsabilidade, jogar do princípio ao fim, sem qualquer tipo de restrição. Até que o árbitro acabe com o jogo.

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