Jogos opostos

O sábado foi só festa. Um triunfo rubro-negro sem qualquer constatação diante de um adversário direto, que chegou a Salvador sob os aplausos de parte da mídia, que o considerava até como favorito. Mas o Vitória vai ter que saber conviver com isso, pois sua trajetória foi sempre marcada por esses episódios de rejeição e armadilhas. Só que, em campo, mesmo com três desfalques consideráveis (Nino, Uéliton e William), o time de Paulo César Carpegiani ganhou com a autoridade de um líder e de um grupo que está qualificado a atingir os seus objetivos.
O domingo serviu para meditação, pois antes mesmo de acontecer uma derrota sob o seu comando, o competente Jorginho antecipou que era preciso não perder o prumo diante do primeiro tropeço – e, agora, cabe à torcida lotar Pituaçu no próximo domingo para incentivar o Tricolor contra o Botafogo. Não significa que a derrota para o Inter seja uma sangria desatada. A campanha do novo treinador é muito boa e, acima de tudo, confiável. Logo o Bahia sai de qualquer possibilidade de rebaixamento e entra definitivamente na zona da Sul-Americana.
Não se pode deixar de fazer uma advertência: o futebol exibido na Beira Rio foi muito apático, sem a vibração das cinco partidas anteriores. Uns acham que tudo foi consequência dos problemas que envolveram o atacante Souza e que respigaram em Marcelo Lomba e Titi, mas, também, é preciso entender que o Inter era o favorito, não encontrando maior resistência no adversário.
Mas continua o sentimento de que vamos ter dois grandes Ba-Vis no próximo Brasileirão: porque o Vitória sobe e o Bahia não cai de divisão. Com 36 pontos a disputar, o Leão precisa apenas de mais oito para conquistar uma das vagas e o Bahia de 12 para se manter na elite de 2013.
