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Coluna

Jones?

Por Éder Ferrari

Desde a partida contra o Figueirense que me faço essa pergunta. Não é que o sujeito, antes tido como um mero corredor acéfalo, virou uma grande opção e já merece com muitos méritos a vaga de titular? Pois é, merece! Quem acompanha minhas crônicas sabe o quanto já critiquei esse rapaz, mesmo achando que poderia ser útil (ver artigo). Não me arrependo e não mudo uma vírgula! Não era uma simples questão de falta de paciência e sim de fatos. Já o conhecia de outros carnavais e nunca foi uma sumidade. Porém, por ser novo e esforçado, tem melhorado.



Além da nítida evolução, existem duas grandes razões para Jones assumir a vaga de titular. Primeiro que nenhum dos centroavantes conseguiu se firmar e nem vão. Souza, Júnior e Reinaldo, nem com muita boa vontade, não têm como serem constantes nesse esquema. Ficam isolados e não têm qualidade para isso. A segunda é tática. O sistema de jogo focado praticamente apenas nos contra-ataques, principalmente em casa, não está dando certo e não dará. Em Pituaçu, tem de sufocar e não esperar.



Não sou treinador e nem pretendo ser, mas como estudioso do futebol, com o elenco atual, claro que tenho em mente uma formação tática e técnica. A primeira mudança seria de postura. Avança a marcação, encurta os espaços e vai para o atropelo. Em Pituaçu, com casa cheia, não pode ser diferente! Não é ser irresponsável e sim saber se impor, como o Ceará tem feito no PV. Gosto muito de Diones, mas na posição que está jogando, não rende. Ricardinho tem de ser titular e acabou! Vem pegando ritmo e melhorando a cada partida. Quando joga, é fundamental! Seria o terceiro homem, a cabeça pensante necessária. 



A principal mudança seria a entrada de Jones. No entanto, não entraria simplesmente na posição do centroavante. Ganharia a vaga, mas se posicionaria diferente. Fechando o meio, mais pela direita, mais recuado do que Jobson na esquerda. Tem força e disposição para fazer o vai e vem. Vigor, velocidade e, incrivelmente pela impressão inicial, consciência tática. Mas, quem ficaria na frente? Fazendo o pivô, como fez no Porto e algumas vezes no Vasco com Dorival Júnior, Carlos Alberto. Protege bem a bola, sabe girar e, perto do gol, pode ser mais decisivo do que vem sendo. Com ritmo de jogo, acredito que encaixaria direitinho na função. Liberdade total para ele e Jobson.


 
Seria um esquema viável e, pelo meu conhecimento do grupo atual, que melhor funcionária. Ter uma referência dentro que não faz gol e nem prende os zagueiros – Souza é o único que o faz, mas não broca – não adianta nada. Esse paradigma já foi quebrado por vários grandes times, como o Barcelona atual. Não comparo qualidade e sim sistema de jogo. Para completar a equipe, Fahel e Marcone seriam os volantes e, no máximo, apenas um deles faria marcação individual contra um Neymar, um Lucas ou um Ronaldinho Gaúcho, por exemplo, e não em qualquer um, como vem acontecendo.



Nas laterais, um grande calcanhar de Áquiles, teria de fazer uma engenharia. Vejo Ávine jogando no sacrifício, sem confiança. Precisaria ser preservado, mas colocar quem? Dodô, depois do jogo com o Avaí, parece ter saído completamente dos planos. Contratar quem? Se vira, Ávine! Na direita, ainda espero alguma coisa de Jancarlos. De Marcos, nada. Quero Gabriel longe dali. Penso em puxar Madson. Não para colocá-lo de cara e sim ir adaptando para usá-lo aos poucos. Não tem outra alternativa, infelizmente. Não sou favorável a pular etapas, mas, no caso, não tem jeito!

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