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Coluna

Competência

Por Edson Almeida

Viram a simplicidade do jogo do Bahia? Teve “sinergia” no grupo  e “determinação” do princípio ao fim, fazendo “liga”. Por isso, abomino os analistas que se metem a “gatos mestres”, ditando normas e conceitos extraterrenos.
 
O Bahia transferiu do papel para o campo de jogo, pois era até estranho um time com tanta gente rodada, não produzir um futebol de boa qualidade. Mas neste jogo da Vila Belmiro, houve reação e isso pode representar excelentes frutos para o futuro, pois do jeito que as coisas andavam, o destino parecia mesmo ser a segunda divisão.
 
Foi o melhor jogo do Bahia no campeonato, ou melhor, em toda a temporada. Aliás, há muito tempo não se vê o Tricolor jogar com tanta personalidade, com tanta objetividade, tanto ajustes de linhas e tanta autoridade.
 
No primeiro tempo, jogo equilibrado, só faltou um pouco mais de inspiração – e, por isso, o Santos fez o seu gol. Mas no segundo, o Bahia foi absoluto. E da forma que jogou, se ainda tivesse jogo, estava tentando fazer mais gols. Não ganhou o título, não pode ainda fazer festa, mas deixou bem claro que, a continuar com essa pegada, sai logo da incômoda situação em que se meteu. Outra grande diferença entre Santos e Bahia, jogaram com descaso e os baianos com seriedade e aplicação.
 
Contra o São Paulo,é fundamental tanger a maldição de Pituaçu, mas isso só será possível se o grupo repetir a mesma garra, a mesma tranquilidade e a mesma competência desta impecável vitória de 3x1, da Vila Belmiro.

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