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Coluna

Fases opostas

Por Edson Almeida

Enquanto o Vitória chega à 18ª rodada do Brasileirão na liderança e com 75.9 % de aproveitamento, o Bahia agoniza com apenas 29.6 %. Não se pode deixar de fazer a observação que o Leão joga na Série B e o Tricolor na Série A, mas, também, é fato que nenhum dos dois entrou desavisado, sabendo das dificuldades que ia enfrentar e quais as providências mais adequadas para fazer um papel adequado com as suas realidades.
 
Time de primeira, com uma torcida fantástica que sempre encheu as arquibancadas, o Bahia planejou muito mal, podendo-se até afirmar que talvez tenha sido por causa de um título regional conquistado às duras penas, muito mais pela campanha da fase classificatória do que pelos jogos decisivos, embotando a mente de dirigentes, como se todos os caminhos da recuperação do clube tivessem sido alcançados.
 
As contratações tricolores têm sido na base da pesquisa de qual jogador esteja sobrando em algum time, não raras vezes trazendo veteranos que, inativos por algum tempo, têm que se readaptar e isso leva tempo e incide em prejuízos técnicos. Kléberson, Mancini e Pitbull, uma série de reforços de currículo apreciável, mas de eficiência duvidosa.
 
O Vitória, ao contrário, parece que reconheceu os erros que vinha cometendo e começou a se reorganizar com mais eficiência, além de manter a sempre muito saudável e lucrativa política da valorização da sua divisão de base. Trouxe alguns jogadores de boa experiência, mas se decidiu a trabalhar a meninada formada na Toca e isso tem dado resultados muito positivos.
 
Há outro aspecto que diferenciam o comportamento de nossos dois times: enquanto o Vitória joga como time grande de seu grupo, valendo-se sempre do ataque para buscar os triunfos (já são 13 em 18 jogos), o Bahia se apequena em sua série, tendo como fundamento principal defender-se e só alcançou três míseras vitórias nas 18 rodadas até aqui realizadas.
 
Nada está ganho para o Vitória, que luta para voltar à elite do futebol brasileiro, nem perdido para o Bahia, que faz das tripas coração para se manter na primeira divisão. Mas é necessária uma advertência: o Vitória não pode quebrar o ritmo e o Bahia tem que encontrar os seus verdadeiros caminhos de time vencedor. 

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