Sábado incompleto
Esperava-se muito mais do Bahia, principalmente depois daquele jogo contra o Grêmio, em que jogadores, técnicos e dirigentes juraram que, não fosse o árbitro sergipano Lima e Silva, o Tricolor tinha vencido, mesmo com aquele terceiro gol de letra gremista.
O Vitória, que cometera um grande mole contra o fraco Bragantino, precisava também se recuperar, só que com a diferença de fazer uma bela campanha na Série B, enquanto o Bahia fraqueja na Série A.
O sábado, então, para quem gosta do futebol baiano sem fanatismo, teve uma tardinha de festa e um princípio de noite de completo desapontamento. Depois da heróica vitória rubro-negra em BH, virando um jogo contra o América e uma arbitragem tendenciosa, o Bahia voltou a cometer os mesmos erros, perdendo para um Cruzeiro meia-boca, que se defendeu o segundo tempo inteiro, mas que, na verdade, foi quem teve a grande chance aumentar o marcador.
Há aspectos diametralmente diferentes em nossos dois times: enquanto o Vitória, mesmo quando joga muito alterado, tem equilíbrio em suas linhas, o Bahia é desarticulado, apenas apresentando melhora no setor defensivo – e dentro de casa, como foi o caso, é muito pouco.
Carpegiani faz alterações que muitas vezes não se entende, mas que dão certo; Caio Júnior ainda procura tomar pé de um grupo.de jogadores muito desequilibrado, portanto o time dele ainda não pegou a “liga “suficiente para engrenar.
