Meu Deus!
Era para essa crônica ter sido publicada ontem (quarta-feira 03), porém, diante da apresentação vexatória do treinador Vagner Benazzi - digno de adjetivo similar - e da eminente e confirmada demissão de Oscar Yamato, resolvi passar uma borracha e reestruturar completamente o artigo. Respirei, organizei as idéias e, mesmo com muito cuidado nessa reformulação, o justo sentimento ranzinza de um cara que não entende como não fazem o óbvio, ficará a mostra.
Eduardo Neto, Rafael Granja, Ernani, Adriano (?), Vitor Saba e o uruguaio Pablo. Quando é que esses caras jogaram? Essa foi à resposta para mudar o elenco, dispensando jogadores já virtualmente dispensados e assim trazer harmonia ao grupo? Risível! Não que eles teriam de continuar no grupo, mas a atitude foi uma síntese da conveniência. Parece ter feito uma grande coisa, mas a realidade segue a mesma, não é Neto Baiano?
Quer dizer, acredito que piorou. Tenho má vontade com Vagner Benazzi e não escondo. Nunca gostei do trabalho técnico e tático. Além disso, as informações que chegavam do extra-campo também não eram nada animadoras! Depois da convivência diária no Fazendão esse ano, tudo se confirmou. Alguns vão dizer que o aproveitamento no tricolor foi de 2000%. Contudo, ele contou que a chegada de reforços e a recuperação física dos jogadores. Bastou o Bahia se igualar fisicamente aos sofríveis rivais do Campeonato Baiano, que vencia na individualidade. Como time, grupo, era um bando!
Quem não se lembra daquela cena, quando Benazzi já estava na corda bamba, e, senão me engano contra o Payssandu, em Pituaçu, os jogadores correram para abraçar o comandante após um gol? Tudo balela! No dia seguinte a sua demissão, o ambiente no Fazendão melhorou muito. Chamou atenção de todos os presentes, como praticamente todo o elenco do Bahia demonstrava uma alegria inimaginável dias antes. Mais uma vez eu questiono: qual é o critério utilizado pela diretoria rubro-negra para contratar? Será que não viram o tricolor jogar e as notícias que vinham do rival?
A demissão de Yamato me surpreendeu pela demora em ser efetivada. Não se ouvia falar no trabalho deste senhor. Tudo passava por Beto Silveira que, apesar do amor e dedicação ao clube, não deveria estar nesta função. Com todo o respeito, mas com o dinheiro e o profissionalismo que giram em torno do negócio futebol, não se tem mais espaço para amadorismo e abnegação em determinados cargos. Espero que mantenham o discurso e dêem autonomia de trabalho a Newton Drummond. Eu não acredito...
No meio desta ebulição com elenco rachado, treinador questionável, que troca o nome do clube pelo do rival e zona do rebaixamento na porta, o nome de Paulo Carneiro surge de todos os lados. Uns querem a volta, enquanto outros o culpam pela situação atual do Vitória. Sinceramente, nem uma coisa nem outra! O momento é de se renovar as idéias e não de entrar em embate político, que só prejudicará ainda mais. Agora, após quase seis anos no poder, seguir culpando o antecessor é atestado de incompetência! O tempo de PC já passou. O de Alexi Portela também.
