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Coluna

Preocupação

Por Edson Almeida

É preciso que os dirigentes do Bahia não insistam em sofismar sobre as potencialidades do time, com justificativas que só assentam para torcedores ingênuos. Que o time não materializou as chances que teve, que o adversário fez o gol numa hora imprópria ou de bola parada... essas coisas de quem prefere o abstrato a falar sob um ângulo concreto.
 
Ficou provado que o problema do Bahia não era apenas de treinador. O empate deste domingo foi contra um Coritiba de igual péssima campanha, desfigurado, desfalcado de vários titulares, mas que impôs um ritmo taticamente superior durante todo o jogo. Nem com 1x0 no primeiro tempo, nem 2x0 logo no limiar da segunda etapa conseguia camuflar a fragilidade tricolor.
 
Muitos erros de passe, pouca vibração no ataque, complicações na defesa em que Ávine voltou muito mal, Fabinho deslocado não arrancava para o apoio e era constantemente ultrapassado pelos atacantes do Coxa e, dos dois zagueiros, apenas Lucas Fonseca teve um bom desempenho.
 
Não se pode desconhecer o esforço do atacante Souza e alguns lampejos de Zé Roberto, mas o novo técnico tricolor Caio Júnior, que assistiu ao jogo da arquibancada, terá muito trabalho para dar equilíbrio ao seu novo time.
 
No frigir dos ovos, o Bahia não conseguiu sair da triste posição em que se encontrava (19º e na zona do rebaixamento) e o Coritiba é que melhorou um pouco, porque agora é o 16º colocado. Onze jogos, uma única vitória, oito pontos, tudo isso é muito preocupante.
 
O Vitória, em contrapartida, está fazendo muito bonito na Série B, e se mantiver os índices de sua campanha poderá chegar à elite de 2013, até com antecipação. Assunto para comentários mais pertinentes durante a semana.

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