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Coluna

Reação da Garra

Por Edson Almeida

Não foi uma vitória da técnica, nem da tática, muito menos que possa definir que tudo já esteja resolvido. O Bahia ganhou do Sport porque teve garra e sorte. Fez o gol do triunfo quando o time pernambucano era superior.
 
Ficou mais uma vez a impressão de que o sinal de alerta está ligado e que, além dos reforços experientes que o clube já está trazendo – Mancini, do Atlético Mineiro e Clénerson, do Flamengo -, o Tricolor ainda tem que fazer algumas contratações para amenizar as suas deficiências.
 
A torcida, que só comparecem em quantidade inexpressiva para um campeonato tão importante – pouco mais de 11 mil -, deu uma resposta aos dirigentes, exigindo um time mais competitivo e que possa realmente afastar qualquer ameaça de luta contra o rebaixamento.
 
Não acho que seja prudente desmerecer o triunfo tricolor, mesmo não se podendo esconder que o gol do estreante Elias foi de impedimento e que o time jogou um futebol ainda incipiente. Mas teve garra e isso sempre foi uma poderosa arma do Bahia ao longo de sua história.
 
O volante Fahel foi o melhor de todos os jogadores do Bahia, Elias estreou fazendo um gol e isso foi um bom sinal para quem chegou tão desacreditado por ter vindo do inexpressivo Resende, do RJ.
 
O importante é que houve garra – e mesmo quando o Sport foi melhor, durante maior parte da partida, não faltou espírito de luta -, e foi justamente isso que resultou na conquista dos três pontos, podendo ser o início de uma recuperação.

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